Estou de passagem neste mundo,

Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.

Eu sou o peregrino do tempo.


quarta-feira, 30 de julho de 2008

AOS MEUS QUERIDOS AMIGOS E LEITORES

Eis neste post o convite do lançamento de meu segundo romance: DIÁRIO DA SIBILA RUBRA – O Retorno das Bruxas. Como poucos sabem, desde a época da Faculdade, onde fazia editoração, eu recebi o “chamado das palavras” e desde então tenho colocado em prática esse sonho que é um aprendizado diário e quase uma utopia: num país de poucos leitores, escrever é guerra contra a história.

Nesses últimos seis anos aventurei-me numa verdadeira jornada de instrução, pesquisa e introspecção, já que o oficio do escritor, como dizia Balzac, é árduo e solitário. Acreditem, estou feliz com meu caminho e não me vejo fazendo outra coisa. Em 2006 lancei o primeiro romance (Clube dos Imortais) e minha dedicação em reinventar o conhecido-desconhecido deu certo. Valeu-me um prêmio e o reconhecimento dos leitores. Agora, permeio o universo das Bruxas ao mesmo tempo em que faço um ensaio sobre a alma feminina e a dualidade do ser. Reescrevi o livro várias vezes até que ficasse harmônico tanto para mim quanto para os poucos artistas e técnicos severos que acompanharam o processo de criação. Fiquei muito satisfeito com o resultado. Consegui chegar além do que alcancei com o Clube dos Imortais.

Acredito em Da Vinci que dizia algo parecido com o que aqui reescrevo com minhas próprias palavras: “O trabalho que leva tempo para concluir, sobrevive à morte de seu criador.” Hoje dedico a vida a esse propósito. Não estou aqui para posar de escritor, simplesmente levo muito a sério o belo ofício.

Está chegando o grande dia e convido todos vocês a dividirem esse momento de alegria e glória comigo, garanto que não sairão perdendo. Vamos prestigiar a Bienal, lá eu marcarei presença e conto com o prestígio dos amigos e leitores. Sem vocês a festa não será completa. Aproveitando, tomo liberdade de pedir para que ajudem com a divulgação. Aqueles que quiserem colaborar, por favor, copiem a imagem maior do convite no template e convidem todos os seus amigos da lista de e-mail. E quem tiver blog, ficaria agradecido se postassem essa imagem juntamente com a sinopse. Não sou um escritor com recursos para bancar propaganda e minha editora faz o que pode, já que nem sou um autor muito conhecido, mas sei que o Clube dos Imortais tem chegado de conta-gotas de norte a sul do Brasil, pingando aqui e acolá através do boca-a-boca, ou seja, os que lêem emprestam ou recomendam o livro. Isso eu acho fantástico; e considero muito importante ver que meu trabalho, pouco a pouco, cumpre sua missão. Humildemente, agradeço de antemão a atenção e o apoio.

Estou de passagem neste mundo, mas abandono aqui o registro de minhas palavras.
Eu sou o peregrino do tempo.

Abraços cordiais
Kizzy Ysatis


PARA OS AMANTES DO SUSPENSE E DA LEITURA

LANÇAMENTO DO ROMANCE

DIÁRIO DA SIBILA RUBRA, O Retorno das Bruxas


SINOPSE:


AMOR, MORTE E MISTÉRIO NA ILHA DAS BRUXAS. Elaine é uma jovem sibila rubra que está aprendendo que para crescer é preciso pensar nas conseqüências antes de fazer as próprias escolhas. Ao mesmo tempo surge uma ameaça capaz de pôr fim a antiga Ordem a qual pertence. Apostando que assim garantirá a vitória, resolve se aliar a um mal ainda maior: o vampiro Luar

SÁBADO, DIA 16 DE AGOSTO ÀS 14 H

NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO 2008

NO ESTANDE DA NOVO SÉCULO EDITORA

PARQUE DE EXPOSIÇÕES ANHEMBI

Av. Olavo Fontoura 1.209 – Ônibus gratuito na estação Tietê do metrô

segunda-feira, 28 de julho de 2008

clique na imagem para ampliar

DIÁRIO DA SIBILA RUBRA - O Retorno das Bruxas
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Versão final da capa!

terça-feira, 15 de julho de 2008


TROCA DE E-MAILS COM UMA LEITORA


Olá, Kizzy! Tolamente, eu espero que essa mensagem não se perca em sua caixa de entrada de e-mail. Talvez existam dezenas, ou centenas de mensagens iguais ou melhores que essa que eu escrevo, mas, mesmo assim, há em mim uma pequena esperança de que a leia. De que dê a ela apenas um pouco de sua atenção.


Não faz nem quinze minutos que acabei de ler a última página do Clube dos Imortais. Assim que o vi, na livraria, me interessei. Não apenas por se tratar de vampiros, tema que exerce profundo fascínio sobre mim, mas por ser de um escritor brasileiro. Mais acostumada às obras vampirescas de Anne Rice, encenadas em distantes Europas, fiquei feliz ao poder ler algo mais próximo da minha realidade e, ainda sim, tão palpável.


É claro que por gostar do gênero, já experimentara antes obras do André Vianco. Mas devo admitir que não me cativaram como eu gostaria. Não como na sua obra. Talvez porque em seus escritos poéticos, Kizzy - se é que me permite chamá-lo dessa forma -, os vampiros não sejam apenas inimigos, ou mesmo monstros. Não, a monstruosidade é apenas uma faceta de seu caráter, e acabamos nos apaixonando também por sua minguante humanidade, tão mais sensível, tão mais profana, tão mais autêntica.


Outro fato que me pegou desprevenida e me fez amar o livro desde o começo foi a profusão de poesias e trechos belos, trágicos e, por vezes, mórbidos. E a constante presença de meu poeta preferido, Álvares de Azevedo! A citação de "Meu Sonho", que adoro entoar de cor pelos cantos, foi um júbilo para mim. Mesmo porque, nos modestos textos que escrevo em meu computador, já usara esse mesmo e maravilhoso poema em um conto sobre vampiros. Para mim, ele soa como o próprio hino da espécie, sua essência, por assim dizer. O delírio fatal, não é mesmo?


Realmente, fui cativada pela saga de Luar, o pobre e torturado Raul, que às vezes me fazia odiá-lo - principalmente através das recordações de Patrícia -, outras me obrigava a amá-lo, como se eu, assim como Luciano, também fosse embargada por seus discursos eloqüentes, sua retórica deliciosa e seu fascínio imortal. A cena onde ele dançou no Madame Satã pareceu ganhar vida em minha mente.


E cada um dos personagens ganhou vida através de suas palavras. Luciano e seu ceticismo apaixonado, lutando contra uma devoção pelo vampiro ainda mais forte. Cláudio, que me surpreendeu, tornando-se no fim, ao menos em minha imaginação, onde a história nunca termina, um legítimo caçador. Marta, que revelou-se muito mais do que se podia esperar, uma sibila rubra. Montserrat, que deu continuidade ao eterno ciclo profano da vida e da morte. Fausto, que me fez sorrir a cada vez que surgia, com ares de velho em seu corpo tão jovem, e maneiras tão finas, requintadas, fiel até o final. Patrícia, que revelou-se uma mulher, sibila e vampira tão ou mais forte que o próprio Luar.


Creio que, para o poeta, a maior satisfação, deve ser saber que aquela parte de si que foi traduzida em tinta sobre o papel alcança o patamar da imortalidade. Sim, pois, um livro pode ser queimado, esquecido ou simplesmente perder-se nas espessas brumas do tempo. Mas uma história que algum dia emocionou aquele que a leu ou a ouviu, alcança a proeza de viver para sempre. Diferente para cada um que a conheceu, mas eterna em sua essência. Para um poeta a vida nunca termina de fato. Essa é a verdadeira natureza de um poeta, creio. Imortal e viva em cada um dos que se alimentaram de sua arte, um pedaço de sua própria alma.


Foi um prazer ler o seu livro. E é ainda mais prazeroso poder expressar meus sentimentos sobre a obra dessa forma. Eu não espero uma resposta, porque o fascínio genuíno por um bom livro, ou por qualquer outra coisa na vida, é dessa forma. Verdadeiro, até simplório. Quase platônico. Simplesmente está feliz por poder expressar-se, sem esperar nada em troca. Apenas ficaria contente se lesse esse meu e-mail, sabendo que gostei muito do seu trabalho.


Adoraria ver mais livros como O Clube dos Imortais nas livrarias. E acho que o prêmio que ganhou foi mesmo muito bem merecido. Uma história bela, poética, tão bem estruturada, sustentada por apenas uma cruel e bela máxima: "O amor está acima do bem e do mal". E, de fato, o amor está lá presente em cada ato. De forma egoísta, como o amor por si mesmo que Selton sentia; ou de forma trágica, como o amor intenso de Raul por Álvares e, posteriormente, Luciano. No amor de Marta, profundo e fraternal; de Cláudio, vingativo e sem temores; de Patrícia, doloroso e contraditório; de Fausto, fiel e solitário.


Você escreve muitíssimo bem e, certamente, assim como A Fazenda Blackwood, de Anne Rice, o Clube dos Imortais vai também influenciar meus próprios contos vampirescos, embalados, como eu já comentara anteriormente, pelo ultra-romantismo de Álvares de Azevedo, e por todas as crônicas de vida, morte, amor e sangue que eu já tive chance de experimentar nos meus dezessete anos, seja em minha vida ou na ficção.


Tudo o que eu posso fazer, então, é agradecer. Obrigada!


Sinceramente,


Fiat Noctum. (Meu próprio e jovem pseudônimo, advindo do amor ao latim).

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Caríssima

Quase, em detrimento ao seu rogo, quase eu apaguei seu e-mail sem ler. O título estava claro para não ser percebido e não recebo centenas de e-mails de leitores como imaginou; eles pingam aqui e ali semanalmente na minha caixa de correio ora rasos, ora profundos (como o seu) e todos eles me estragam com críticas elogiosas que me põe a perigo de me achar bom o suficiente.

Acredite, nunca, nunca se está bom o suficiente (esse pensamento é encorajador e nos salva do ego mentiroso que, se não for domado, assassina o talentoso); e por fim creio que nem todos que lêem se prontificam a escrever.

O fato é que seu e-mail estava enturmado com uns spans que apago num tiroteio de clicar sem ver.

Alegra-me tê-lo visto a tempo porque me emocionei ao lê-lo. Não há júbilo maior para o artista que o reconhecimento do público; e melhor quando este triunfa em se expressar de forma tão bem articulada quanto você fez. Seu e-mail é uma das cartas mais apaixonadas que recebi sobre o Clube dos Imortais, a nova quimera dos vampiros e no final espantou-me por descobrir que você, com apenas 17 anos, escreve tão bem. Há futuro para o Brasil. Por esses motivos todos é que peço sua permissão para publicá-lo em meu blog, mas asseguro-lhe que seu endereço eletrônico será resguardado.

Obrigado!

Abraços cordiais,

Kizzy Ysatis

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Olá mais uma vez!

Bem, primeiro perdoe-me pela extensa demora por essa resposta. Minha justificativa é simplesmente a imprevisibilidade das máquinas: Meu computador quebrou um dia depois de ter-lhe enviado aquele primeiro e-mail. Mas eu jamais deixaria de responder, de qualquer forma!

Você não tem idéia o quanto eu fiquei feliz ao ver sua resposta! Eu, de fato, não esperava por uma, apenas torcia silenciosamente para que você tivesse recebido meus elogios (que são muito merecidos, não importa o que diga).

Eu adoraria ver meu e-mail em seu blog! Seria, de verdade, uma honra! Muito obrigada pelo que disse, fiquei realmente muito feliz de ler. Poderia me passar o endereço de seu blog? Eu vou visitá-lo sempre que puder!!

Mais uma vez muitíssimo obrigada!! Fiquei exultante ao ler sua mensagem! É muito bom saber que grandes autores estão mais próximos do que se pensa, não em algum imaginário distante. É bom saber que são pessoas de carne e osso com as quais podemos conversar, mesmo que por alguns instantes apenas. De certa forma, é encorajador. Inspirador. E por isso eu agradeço muito!

Fiat Noctum.

....................

Fiat Noctum.


Agradeço mais uma vez pelo carinho. Nossa conversa foi publicada. O endereço do meu blog é:

www.kizzyysatis.blogspot.com

Apareça sempre que quiser e por favor nos deixe um comentário sempre que puder.

Abraços cordiais
Kizzy Ysatis




sexta-feira, 4 de julho de 2008

COMING SOON
2009



Declaração de Kizzy Ysatis sobre o atraso da Tríade

Épico escrito por Carlos Andrade, Claudio Brites e eu (Kizzy Ysatis) nos anos de 2005 e 2006 e que ficou abandonada em 2007. Agora ganha um novo reforço, Octavio Cariello, que reescreverá o texto e acrescentará seu talento. O projeto é antigo e foi muito pensado, mas a incoerência de tempo atrapalhou o andamento inicial. Poderíamos terminá-lo imediatamente e publicar, mas não é do nosso estilo publicar livros apressados de infelizes resoluções e personagens anêmicos. Portanto, preservando nossa arte e em respeito ao público que gasta seu sagrado dinheirinho para comprar bons livros, nossa previsão é que saia no segundo semestre de 2009.

Deixarei abaixo um texto de Carlos Andrade, idealizador do projeto.

Como surgiu a Tríade?


É complexo dizer como uma idéia surge. Como professor, por muitos anos, procurei instigar os jovens a escrever, buscando formas diversas de criar oportunidades para a sua realização. No entanto, tudo que escrevi até o momento estava relacionado à produção acadêmica do conhecimento em minha área, embora tivesse vontade de me voltar para a produção literária. Fui sempre um apreciador da ficção e, numa noite, sonhei com três personagens que me fascinaram em minhas leituras: um Anjo, um Cavaleiro Templário e um Vampiro. Ao acordar sobressaltado e envolto nas imagens que ainda se refletiam do sonho, pensei em escrever sobre elas – surgiu então a TRÍADE ©.

Convidei os escritores Claudio Brites, Kizzy Ysatis e, recentemente, Octavio Cariello para compartilharem comigo desse projeto. Assim cada um de nós assumiria um papel; visões diferentes que se envolveriam numa trama densa do século XIV.

Parece não haver coerência na união dessas personagens. Elas sempre permearam espaços próprios ou singulares. Agora é a hora do encontro. Você pode imaginar o que poderá resultar desse encontro?

A Tríade entrará em cena brevemente e aproveitamos o momento para convidar-lhe, desde já, a conviver conosco nesse mundo no qual o consciente e o inconsciente se tocam; passado, presente e futuro se mesclam e o imaginário é construído como reflexo dos anseios e sonhos humanos.