Estou de passagem neste mundo,

Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.

Eu sou o peregrino do tempo.


terça-feira, 29 de setembro de 2009


the black bird returns

(foto atual - 29/09/09)

o que não nos mata, nos deixa mais fortes.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009


RESENHA DUPLA


Quando um novo livro é lido, eu penso: haverá, a bem da verdade, idéias novas que são originalmente produzidas no senso criativo de um ser humano ou tudo que é criado em verdade é uma poda a bel-prazer do suposto criador para que o que já existe persista em sua existência, mas com um contorno próprio de quem lhe leva a autoria?A estrutura da pergunta que me fiz é a mesma dos questionamentos de Elaine de Voltaire, personagem principal do romance Diário da Sibila Rubra: O retorno das bruxas e personagem secundária do romance Clube dos Imortais: A nova quimera dos vampiros, como prova de que, tendo acabado de ler tais dois livros na seqüência supramencionada, a forma dos íntimos questionamentos da sibila rubra em tela se fez presente em minhas próprias inquirições.Ambas as narrativas, escritas por Cristiano Marinho, mais conhecido pela alcunha de Kizzy Ysatis – segundo ele, o prenome oriundo das sílabas desconexas de uma donzelinha que não pronunciava o nome de nascença do escritor corretamente e o sobrenome proveniente de uma deliciosa fragrância – trazem consigo a figura mitológica do vampiro como personagem fascinantemente primordial para o desenrolar das tramas.

Em tempos de crepúsculos instauradores de vampiros cintilantes à forma de purpurinas de estátuas vivas e bebidas escarlates cujo sumo faz sucesso dentre os parasitas de pescoços por ter alguma conexão com sangues de supostas vítimas, produzir uma narrativa sedutora de vampiro não parece ser grande coisa e tentar ressuscitar a figura do sanguessuga-mor nos faz lembrar que ainda há autores que persistem no erro de centralizar vampiros repletos de clichês em seus textos tragicômicos, seja contemplando o vampiro como pomposos mortos-vivos que vivem a se lamentar pela imortalidade enquanto saboreiam cigarrilhas e taças de absinto, seja encarnando-o como a real figura de livros de terror em que o vampiro não se trata de um galã da mais alta garbosidade, mas de um horrendo sugador de sangue que é, de fato, o que sua natureza demonstra.
O fato é que, excetuando-se os clichês sugeridos acima, a indagação persiste: seriam os livros de Ysatis mais do mesmo? Moda passageira, cópia de Bram Stoker, carona dos wolverínicos vampiros de André Vianco ou, quem sabe, um aspirante a Anne Rice tupiniquim?
Nenhuma das quatro hipóteses.
O que Cristiano faz é da mais densa originalidade, ou, retifico, se não exatamente original no sentido da utilização das tradicionais figuras da bruxa, do vampiro e do lobisomem, é, sim, excelente no que concerne aos enredos bem elaborados, aos personagens minuciosamente relatados, à História nacional que magicamente se coaduna com a ficção.
Li, no último ano, a primeira das obras escritas, Clube dos Imortais. A princípio, como chato que tendo a ser quando aponho as mãos em qualquer nova obra, a primeira reação veio salpicada com as ardências pimentosas dos preconceitos: ai, romance juvenil sobre vampiros de novo, confesso que essa foi a primeira idéia que engendrei na mente. Luciano, peça essencial para o desenrolar da trama, menino de assoberbada beleza andrógina, Cláudio, seu melhor amigo, exato duplo oposto ao primeiro, crê em tudo que as evidências não explicam, Jéssica, a namorada mui amada que se desfaz de qualquer resquício de consideração para com Luciano, uma vez dele rompendo relações em virtude de paixões inexplicáveis por outro cidadão, Marta, a enamorada não-publicamente-declarada do primeiro rapaz, Selma, melhor amiga de Jéssica, aparentemente de futilidade imensurável, e Miguel, o típico atleta descerebrado.
De outra forma, se esse azedume se criou, docilidade se construiu quando me apercebi da estrutura formal do romance: metáforas belíssimas, passagens digressivas elaboradas de forma magistral, linguagem floreada à maneira da segunda geração do Romantismo: morbidez, angústias e dores existenciais, características essenciais ao desenvolvimento da personagem do vampiro. E o vampiro que reina na obra de Kizzy é um ser mítico. O autor não faz simplesmente encaixar um sanguessuga inescrupuloso sem qualquer ponderação nos capítulos, ele cria uma ascendência e origem para todo e qualquer vampiro, o qual, se antecipa, provém de duas possibilidades: por conversão divina e é exatamente aí que julgo se encontrar a nova quimera dos vampiros, pois Kizzy cria uma origem bíblica para o ser vampírico, sendo despertado à imortalidade por um anjo de real valor; e a segunda maneira, da forma tradicional, vampiro criando vampiro, mas com um originalíssimo porém: só se transforma em vampiro se evocado pelo primeiro e se o transformado ansiar se tornar um. Ou seja, exclui-se a possibilidade viral do vampirismo, uma vez não sendo doença ou pandemia.

Entretanto, não é só a criação donde é oriundo o vampiro que me deixou em fascínios. Aqui se amalgama a fantasia vampiresca com a História brasileira, pois o vampiro em tela nutre imensas obsessões por um poeta imortal de nome Álvares de Azevedo, aquele literato que se banhou de glórias ao escrever, entre outras obras, a magnífica Noite na taverna. O vampiro encontra em si um apaixonamento sem tamanhos, sempre concretizado e se renovando com o passar dos anos, desde um baile de carnaval no reinado de D. Pedro II, passando pelas arcadas da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, pelo Cemitério da Consolação e pelo Teatro Municipal de São Paulo e em nenhum lugar estacando.Crer que Clube dos Imortais é tão-somente mais um romance juvenil de vampiros é um erro grotesco. A juventude contemporânea se demonstra como real imagem espelhada da juventude de outra época, que o diga o vampiro, que passa o romance inteiro se asseverando desta noção e dela fazendo surgir precioso resultado.

Posteriormente, vim a ler Diário da Sibila Rubra, que explica com mais detalhes o desejo do vampiro pela figura de Álvares de Azevedo, embora o enfoque primordial deste romance seja calcado na já mencionada Elaine de Voltaire, futura matriarca das sibilas rubras, uma antiga ordem de bruxas, cujo tom rubro das melenas as caracteriza. Não obstante, quando de seu lançamento, tenha o autor dito que a ordem de leitura de ambos os livros não seja essencial para o entendimento dos romances, sugere-se aqui que Diário da Sibila Rubra seja lido primeiramente, excetuando-se seus prólogo e epílogo, que são mormente entendidos após a leitura do Clube dos Imortais, de forma que aquele é, cronologicamente, o primeiro a ocorrer na sucessão dos fatos.Ler o Diário foi-me de maior prazer. Escritores evoluem com o passar dos anos e do exercício da escritura e isso se evidencia no amadurecimento contido nesta narrativa, que é totalmente fragmentada, volta-e-meia ensejando o retorno a capítulos anteriores.
No entanto, a união das irmãs bruxas e de Thomas, o único rapaz, é feita de forma tão delicada, fazendo tudo criar ar de lenda, que, aliás, é o mote inspirador para as ocorrências do livro, parecendo-me que toda e qualquer tentativa de sobrenaturalidade paira no âmbito dos contos e causos populares que são incansavelmente contados no interior do país, com todos os amedrontamentos e fascinações que lhes são íntimos.

A temática bucólica encanta: aparições no meio das florestas orvalhadas, línguas de bruxas que se metamorfoseiam em pererecas para funções malévolas, encantamentos que invocam forças da natureza, amores incompreendidos entre mariposas e chuvas catárticas, que são trazidos à baila com ternura e desejo inflado.Aí repousa a origem de Fausto, o lobisomem que aprende a obedecer ao mestre vampiro, Vivian, a matriarca das sibilas rubras, Elaine, a autora do diário, guria que luta bravamente para domar suas emoções e anseios, e o próprio vampiro, que acalanta atemorizando.É assim que se conclui o que se sabe: a Literatura Fantástica Brasileira tem nome e competência. E se não se pode dizer isso de todos os escritores que a tanto se propõem, ao menos em Kizzy Ysatis encontra uma excelência literária de cujo impulso criador não se escapa jamais.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Kizzy Ysatis, agressão

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O Kizzy Ysatis colocou no site dele alguns esclarecimentos sobre o que aconteceu na boate A Loca.
Não bastasse o choque com a notícia, fico chocado também com a reação de algumas pessoas.
Ouvi coisas como “mas alguma ele deve ter feito” ou variações de “mas será que ele não provocou…”, como se algum ato justificasse a violência, como se um indivíduo tivesse o direito de chutar a cara de um terceiro.
...
O que rolou, a agressão, foi tentativa de homicídio, nada menos. Se ele estivesse sozinho, podia estar morto agora. Uma pena que numa situação como essa algumas pessoas ainda tenham dúvida de qual é o lado certo, de quem é a vítima da história. A Natureza Humana não falha, infelizmente.

Sites de notícias usaram a frase “supostamente agredidos”. Queria que os sujeitos que colocaram a notícia no ar passassem no site do Kizzy e vissem a foto dele. Tem alguma dúvida de agressão?
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Por fim, sou escritor, roteirista, resenhista, compositor, tradutor. Sou quase 100% do meu dia um comunicador. Pergunto para os meus colegas de profissão, do que adianta ter voz e não se manifestar numa hora dessas?
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O dia que eu tiver que me calar diante de um absurdo desses, seja com um amigo ou não, eu paro de escrever e vou viver com minha própria vergonha.

domingo, 6 de setembro de 2009


Na manhã do dia 04 de setembro fui severamente espancado por seguranças na boate A Loca
Obrigado aos amigos e fãs pela força. Não precisava acontecer isso pra saber que tenho uma família muito famíla, amigos que me amam e fãs que me defendem. Amo vocês.

As providências legais serão tomadas. Cada uma delas. (por enquanto é isso).
Mais uma vez, obrigado.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009


RESENHA

KAORI – Perfume de Vampira

Um choque de culturas, combinação de estilos num caldo japonês de terror, humor, erotismo, ação e beleza no romance que promete ser uma das principais referências da literatura do gênero no Brasil.

Por Kizzy Ysatis

Há anos, a escritora Giulia Moon vem mantendo as livrarias enriquecidas com boas histórias de terror. Sejam com vampiros ou não. As capas de suas obras, carregadas em vermelho, fizeram com que eu sempre a chamasse de A Dama Rubra do Terror. Giulia contava pela WEB, e seus contos se destacaram a ponto de publicá-los finalmente em papel. Daí tivemos Luar de Vampiros, Vampiros no Espelho & Outros Seres Obscuros e A Dama Morcega. Todos livros de ótimos contos. Contos que também pudemos conferir nas antologias Amor Vampiro e, mais recentemente, no Território V. Temos duas novidades na nova publicação de Giulia: primeira, ela retoma suas raízes japonesas; e, segunda, ela estréia seu primeiro romance: KAORI, Perfume de Vampira (Giz Editorial, 2009).

O livro narra a trajetória de Kaori, uma adolescente cuja beleza, estonteante, só não provoca mais que seu perfume, próprio-cativante. E está justamente aí o significado de Kaori: fragrância, traduzido do original em Japonês. No Japão do período Tokugawa, o fascínio de Kaori apetece uma cortesã, a poderosa e terrível, Missora, okami-san (proprietária) do Kinjurô, que pretende transformar a garota na atração máxima de sua casa de prazeres. Paralelamente, na agitada São Paulo de nossos dias, temos as desventuras de Samuel Jouza (sim, com “J”), um vampwatcher (observador de vampiros) que trabalha para o IBEFF, Instituto Brasileiro de Estudo de Fenômenos Fantásticos (uma espécie de Talamasca tupiniquim) e que cai em desgraça ao se meter entre um nosferatu e seu alimento. Samuel tem uma profissão perigosíssima e precisava manter-se longe de olhos imortais e hematófagos, mas não é bem assim que as coisas acontecem nas histórias de Giulia Moon.

Esse é só o ponto de partida desse livro que está mais para uma montanha russa, cheia de curvas e reviravoltas, enriquecendo os curiosos com os significados dos termos e objetos japoneses citados no livro. Outro ponto alto são as criaturas mitológicas do folclore japonês, aqui repaginadas pela autora à moda Gaiman. Não parando por aí, a senhorita Moon cria suas próprias criaturas, os Famélicos, esses são de dar medo. São cães, grandes e escuros, que vivem das sobras deixadas pelos vampiros, longe de ser confundidos por lobisomens, são párias parasitas fantasmagóricos de rosto comum metidos em andrajos. Uma negra gorda, catadora de latinhas a virar uma esquina, sai de lá na forma do cachorrão, mas ninguém é capaz de notar, é bem Fantasia Urbana, que, como ouvi do Eric Novello, além do espanto que causa, tem boa nota de humor, em algumas cenas, ao menos nessas que se passam na urbe jesuíta; tirando as cenas dos pavorosos famélicos, claro, nessas não há nada de engraçado. Nos famélicos residem as cenas mais assustadoras. Terror, terror, terror.

No estilo, mora mais um truque usado por Giulia, esta danada. Para separar o clima e o tempo entre as tramas, ela desenvolveu um estilo singular para cada uma das partes, partes estas que nos são apresentadas em sequência, o livro não está dividido ao meio com duas partes distintas, ele é misturado. Um pé no Brasil, outro no Japão. Mas antes que eu fuja demais ao que dizia, voltemos ao estilo que distingue as cores narrativas. No Japão a narrativa é cinza, melancólica, arrastada, tensa. Muito tensa. Até nas lutas samurais. O suspense na parte do Japão sombrio nos embala a ponto de querer pular as partes de São Paulo para saber o que vai acontecer. Mas não façam isso, ele foi feito para ser lido desse jeito, é só ler o primeiro parágrafo da parte paulistana para lembrar que também foi abandonado num momento de tensão no capitulo anterior. Sim, na parte contemporânea também há o suspense, mas também há o colorido: o vampiro gay e estiloso, o vampiro burro e brutamontes, a mocinha em perigo, o mordomo afetado, entre outros personagens. A agitação fica por conta da rave celebrada na estação abandonada do metrô, intitulada Bloody Station. Na parte moderna da trama, a ação ininterrupta, como disse antes, tem aquela pitada de humor, mas vale lembrar que este humor está na dose certa, no final quase vaza, mas é isso que faz de Kaori, um desses livros que a gente nunca esquece. Agridoce, como alguns pratos orientais, e que deixa, ao final, um gostinho de quero mais.

ÀS 19:30 DE HOJE (03 DE SETEMBRO), NA LIVRARIA SARAIVA DO SHOPPING PÁTIO PAULISTA, VOCÊ TEM UM ENCONTRO COM KAORI. NÃO PERCA A NOITE DE AUTÓGRAFOS, EU ESTAREI LÁ.

Kaori, perfume de vampira
Giulia Moon
Giz Editorial
371 páginas
R$ 39,90
COMPRE AQUI

terça-feira, 1 de setembro de 2009

clube dos imortais livro esgotado


kizzy ysatis

O CLUBE DOS IMORTAIS está ESGOTADO

[POST ATUALIZADO]

Fiquei sabendo hoje pela editora Novo Século que o Clube dos Imortais está esgotado. Tem menos de 40 livros no estoque. Quem não tem, só encontrará os últimos gatos pingados que ainda restam em pouquíssimas livrarias ou sebos. Não autorizei 2ª edição. Clube dos Imortais acaba de entrar para o hall das raridades. Quem leu, leu; quem não leu, pega emprestado. Quem tem, tem; quem não tem, só vai achar se tiver sorte ou souber procurar.

Boa caça!

...................

Me perguntaram no Orkut, por que não autorizei a 2ª edição. Antes que me façam essa pergunta, já respondo aqui.

Tudo vai depender do 3º livro da série: LEÃO NEGRO, que tem apenas 100 páginas escritas e que só vou desenvolver no ano que vem, para publicar em 2011. Dependendo de como ficar o livro, talvez eu coloque um trecho dos outros na próxima edição do Clube. Tem também a questão das capas, não sei se o LEÃO NEGRO terá mesmo essa capa que está aqui, é provisória. Não sei se será o mesmo capista do livro das Sibilas (este as pessoas gostaram muito). Depois que terminar o 3º é que vamos resolver a 2ª edição do Clube, O QUE PODE LEVAR ANOS!!!!!!!

LEÃO NEGRO - A busca pelo vampiro Luar © by Kizzy Ysatis

SINOPSE: Leão Negro é a parte final da trilogia de O Clube dos Imortais. O vampiro Luar adormeceu há quase uma década, seu trono está vazio e suas terras agora são veladas pelos guardiões, um pequeno exército de cem lobisomens conhecido como A Alcateia Negra. Montserrat, um vampiro megalomaníaco e com sede ilimitada de poder, planeja invadir a mansão de Luar e reativar o extinto clube dos imortais, ele crê que só assim se tornará o senhor do paralelo noturno. Para isso, cria sua própria confraria de vampiros que pouco a pouco vão eliminando os lobisomens. Marta, mulher por quem Montserrat é apaixonado, tornou-se a última das Sibilas Rubras, uma antiga família de bruxas cuja origem remonta ao Império Romano. A batalha final se aproxima e, para salvar Fausto, seu pai e líder da Alcateia, a sibila enxerga apenas uma alternativa: encontrar e acordar o temível vampiro Luar.

ASSISTA ALGUNS MOMENTOS DO LANÇAMENTO DO TERRITÓRIO V

Uma interessante matéria do site Vitrine das Idéias.

Mas é bom aumentar o volume, a casa estava lotada e a cacofonia limita a audição.

Foi maravilhoso rever esse momento mágico por outro olhar.


A rara arte de sonhar


Fui alertado pelos meus amigos e mestres, Flávia Muniz e Octavio Cariello, a nunca falar dos meus projetos invisíveis, aqueles que estão ainda na imaginação.

"Kizzy, eles estão no Reino do Ainda Não. E se estão no Reino do Ainda Não, significa que ainda não existem". Foi a Flávia que me disse isso e ela está coberta de razão.

Tem neguinho que pode surrupiar nossa ideia e isso não é raro.

Tem editora que pode dar pra trás. Nossa, tem tanta coisa.

A Flávia proibiu terminantemente de falar de nosso projeto, então está em segredo. Absoluto.

O que também não deixa de ser uma boa divulgação, essa aura de mistério que existe sobre nossa cria, que é diferente de tudo que já vi e já fiz.

Apesar do livro estar pronto e juridicamente protegido, estamos naquela fase especial que o cinema chama de pós-produção. Quanto mais pós-produção, ou acabamento, se preferir, mais requintado fica. E é esse o produto final que vamos oferecer ao grande público, portanto, aguardem. Espero parar de mexer nele até o final do ano, apesar de uns tontos dizerem que esse processo desfigura a obra ou a descaracteriza. Bobagem, o bom acabamento seria, numa construção, a colocação de bons pisos, tapeçarias, paisagismo, pintura de qualidade. Tem de estar no prumo. Vai estar.

Agora, tem um outro que está prontíssimo, já falei aqui e volto a falar para não se esquecerem, A Tríade.

Não vou falar de data de lançamento, porque ainda não está definido.

Mas o filho está encaminhado, se não sair no final deste ano, o que acho improvável, sai no próximo.

Afinal, esse ano já lancei o Território V, e ainda tem aquele da Escala, o Amanhecer dos Vampiros. Nunca vi uma antologia ser fabricada tão rápida, mas não se preocupem, os contos são antigos e bem tratados pelos autores. O meu, Eterno Castigo, é de 2005. Apenas o revitalizei. Afinal, que Cristo escreveria um conto de 12 laudas e com qualidade em apenas uma semana?

Mas voltando À Tríade, deixo um gostinho.
A sinopse e a belíssima capa concebida por um dos quatro autores mosqueteiros, Mr Octavio Cariello.


SINOPSE: Batalhas épicas estão para acontecer. Antes, porém, os envolvidos nos serão apresentados por um homem misterioso que visita, em 1630, o famoso pintor, mestre Nicolas Poussin, para lhe narrar fatos fantásticos. Só assim saberemos qual o mistério une o anjo, o templário e o vampiro, em uma trama que varre o Paraíso e passa pela Idade Média no princípio do século XIV, vindo culminar nos dias atuais.

A TRÍADE

"Não tema nada, a morte é destino do homem"
Não é pra entender:

Andança

O tamanho das pernas
Nada tem a ver com velocidade.

Pois os gnomos correm
Os homens caminham
E os deuses voam

Quando os deuses caminham
Os homens correm
E os gnomos morrem

Quando os gnomos morrem
Os homens choram
E os deuses descansam

Quando os deuses descansam
Os homens alcançam
A magnificência mansa

Do voo livre
Essência da dança

Kizzy
18/10/01