Estou de passagem neste mundo,

Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.

Eu sou o peregrino do tempo.


domingo, 24 de junho de 2007






O LIVRO NEGRO DOS VAMPIROS

O mercado editorial brasileiro tenta se abrir para novos autores. Centenas de antologias aparecem com o intuito de reunir novos trabalhos e divulgá-los. Contudo a maioria dessas organizações são depósitos de entulho, de escritores que escrevem muito, mas reescrevem pouco. Trabalhos mal-acabados e que caminham no limiar da superficialidade. Isso faz com que as pessoas torçam o nariz para as antologias e as grandes editoras não levem muito a sério os autores que começam por esses meandros, sendo que o intuito era o inverso.





O Livro Negro dos Vampiros será uma antologia de vampiros com a missão de reunir textos de primeira qualidade. Para tanto, procuramos escritores incansáveis que sabem que um bom texto exige 10% de inspiração e 90% de transpiração. Reuniremos textos, como diz o título, negros, envoltos nas trevas profundas da mitologia nosferatu. Todos os interessados devem ler o nosso regulamento no http://www.andross.com.br/ e, caso concorde, enviar o texto para cláudio@andross.com.br. Os autores escolhidos terão a certeza de fazerem parte de uma publicação de qualidade, porta de entrada pela frente no mundo editorial e na literatura brasileira.

O livro negro dos vampiros Comunidade no Orkut:


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DELACROIX, Eugène
Louis-Auguste Schwiter 1826-27
Oil on canvas, 218 x 144 cm
National Gallery, London

POR QUÊ SUGIRO ESSA IMAGEM PARA A CAPA DO LIVRO NEGRO DOS VAMPIROS?

A Imagem é o retrato de um barão e chama-se O Retrato de Louis-Auguste Schwiter.

A pintura, sombria e em estilo romântico, sugere um vampiro ao lado de sua sepultura. O belo jovem esbelto, pálido e em negros trajes é o próprio arquétipo do vampiro.

E por quê DELACROIX?

Para começar, ele morreu em 13 de Agosto (dia dos vampiros) de 1863, Paris foi um importante pintor francês do Romantismo.

Delacroix é considerado o mais importante representante do romantismo francês.

"Uma vida inteira não me basta para produzir tudo o que tenho em mente"

Além de pintor, ele era escritor e aspirava à imortalidade, acreditava que uma vida não era o suficiente para produzir tudo o que queria.

"Tenho assunto para ocupar o espírito e as mãos por mais de quatrocentos anos. "

E esse ideal romântico, pensa também, é o único a dar sentido à existência.Não é de admirar que Ferdinand Victor Eugène Delacroix acreditasse em tais idéias. Afinal, eram as idéias de seu meio e de seu tempo. Eram compartilhadas - ou melhor, sentidas - por muita gente ilustre, por escritores, como Stendhal, Victor Hugo, Alexandre Dumas; poetas, como Baudelaire; compositores, como Paganini e Chopin.

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O Livro Negro dos Vampiros será organizado pelo escritor e acadêmico de letras Claudio Brites, contará com um prefácio escrito por mim e também contribuirei com um conto:

Eterno Castigo

Para os leitores do Clube dos Imortais que ficaram com saudades do malévolo vampiro Luar, terão oportunidade de revê-lo novamente em ação nas páginas deste livro.

Se você escreve e aposta no seu talento, os convido para participarem dessa antologia, será um prazer dividir essa obra com você!

sábado, 16 de junho de 2007

Caros amigos,

Vou publicar o e-mail que recebi de um leitor, já que sua dúvida é recorrente, recebo muita correspondência de novos escritores pedindo toques. Portanto lá vai.

Segue o e-mail do fernando e logo após minha resposta:

Olá!
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Inicialmente gostaria de lhe cumprimentar por esta fascinante obra!Devido a minha prova de eletrodinâmica na próxima semana tive que dar uma pausa no capítulo 4..., mas já percebi muitos pontos fortes de sua redação. Minha namorada leu e gostou muito. Também li algumas críticas e realmente achei fascinante! Não dá vontade de fechar o livro... XD
Gostaria de saber se vc tem algum tempo para discutirmos e trocarmos algumas idéias, mesmo que por e-mail. Gostaria de receber alguns conselhos... Apesar de ser mestrando em Física, tenho uma paixão devastadora pela literatura (adoro ler Stephen King, também leio Agatha Christie e um pouco de Allan Poe), tanto que pretendo escrever um livro. Já dei início a obra, que está em seus primeiros passos, faz mais ou menos um mês que iniciei.Aguardo uma resposta, :-)
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Atenciosamente,
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Fernando
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Fico feliz que esteja gostando do Clube, ultimamente estou ficando com a barba enorme para refinar o texto do livro sobre a avó da Patrícia que você vai conhecer quando chegar no capítulo extra (mas é segredo heim). Compreenda, não é uma continuação do Clube. É um entreato, um interlúdio.

Recomendo uns livros que ajudam escritores


Escreva seu Livro (Laura Bacellar);
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Para Escrever Bem (Maria Elena e Maria Otilia);

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Você já pensou em Escrever um Livro (Sonia Belloto);

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Manual do Roteiro (Syd Field).

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Eles ajudam, mas não são essenciais. Talento e determinação contam. 10% de inspiração e 90% de transpiração. Se seu estilo é o sombrio, tenha cuidado para não ficar parecido com os conhecidos atuais (King, Rice) Os clássicos ensinam muito mais. "Bebo da fonte e não dos regos da rua" (Álvares de Azevedo). Recomendo Stoker, Walpole, Shelley e Poe sempre é opressor e sombrio, ele te deixa na atmosfera dark sempre na primeira linha, é fabuloso. Leia até estar com "fúnebre, hostil, opressor e melancólico" na ponta da caneta, rs.

Espero ter sido útil e estou sempre torcendo e dando uma força para este Brasil explodir com novos escritores. O mercado é grande e tem lugar para todo mundo que tem talento.

Abraços cordiais,
Kizzy Ysatis

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DICA:
A Andross editora está selecionando contos de vampiros O LIVRO NEGRO DOS VAMPIROS, que irei prefaciar... para participar entre no site http://www.andross.com.br/ e leia o regulamento. É uma excelente oportunidade para quem quer dar o primeiro passo.

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Boa sorte!

Trio vampiro
Trio bastante sexy, chega a ser vampiresco!!!
The dremers... gosto tanto que comprei o filme... havia terminado de escrever o clube e qual foi a minha surpresa ao assistir esse trio tão sedutor... na hora eu os vi como uma encarnação de Luar (Theo/Louis Garrel), Patrícia (Isabelle/Eva Green) e Luciano (Matthew/Michael Pitt)
Kizzy Ysatis

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Esse é o túmulo de Egbert. Está no cemitério da consolação.
O desenhei em 99.
Agora vamos de Shakespeare
Ser ou não ser, eis a questão! Que é mais nobre para o espírito: sofrer os dardos e setas de um ultrajante fado, ou tomar armas contra um mar de calamidades para por-lhes fim, resistindo? Morrer...dormir; nada mais! E com o sono, dizem, terminamos o pesar do coração e os mil naturais conflitos que constituem a herança da carne! Que fim poderia ser mais devotadamente desejado? Morrer...dormir! Dormir!... Talvez sonhar! Sim, eis aí a dificuldade! Porque é forçoso que nos detenhamos a considerar que sonhos possam sobrevir, durante o sono da morte, quando nos tenhamos libertado do torvelinho da vida. Aí está a reflexão que torna uma calamidade a vida assim tão longa! Porque, senão, quem suportaria os ultrajes e desdéns do tempo, a injúria do opressor, a afronta do soberbo, as angústias do amor desprezado, a morosidade da lei, as insolências do poder e as humilhações que o paciente mérito recebe do homem indigno, quando ele próprio pudesse encontrar quietude com um simples estilete? Quem gostaria de suportar tão duras cargas, gemendo e suando sob o peso de uma vida afanosa, se não fosse o temor de alguma coisa depois da morte, região misteriosa de onde viajante nenhum jamais voltou, confundindo nossa vontade e impelido-nos a suportar aqueles males que nos afligirem, ao invés de nos atirarmos a outros que desconhecemos? E é assim que a consciência nos transforma em covardes e é assim que o primitivo verdor de nossas resoluções se estiola na pá da sombra do pensamento e é assim que as empresas de maior alento e importância, com tais reflexões, desviam seu curso e deixam de ter o nome de ação...
ARRIVEDERCI!
(hoje procurei não fazer sentido)

quarta-feira, 6 de junho de 2007

foto by Claudio Brites
Kizzy Ysatis no DJ CLUB BAR, 02/06/07
O vampiro que se dedica à bruxa

Erica, esse foi para você!

A glamourosa Erica
Senhora de Avalon

Assomando-se de brumas voluptuosas
Carregada de dor e mistérios
Na concupiscência de seu andar resoluto
Que é uma afronta à comiseração divina
Avistamos
Na penumbra a mulher dissimulada
Com olhar de rapaz lapônio
E fala rebuscada
Rainha assexuada
Em vestidos vaporosos
Ou trajada de varão
Extravasa sua cólera
Como um vulcão em erupção
Às vezes, é gentil e amável.
Como uma fada
Entoando suave
A cálida linguagem ininteligível do amor
Mãe, mulher, amiga, amante.
Em qualquer forma que a encontrar
Verá que trata-se de uma avatar
Com requintes de bela dama
Ou postura de gladiador
És o que tu és
Um sórdido paradoxo da natureza
Que criou com destreza
Este ser de rara beleza
Que surge de repente
E desaparece dissipando-se na névoa oca
Deixando um gosto sublime na boca
Daqueles que esperam encontrá-la...
...Outra vez


Kizzy Ysatis
(4:15 am) 22/08/00


quinta-feira, 5 de abril de 2007


EXTRA! EXTRA!



NOITE DE AUTÓGRAFOS EM SANTOS



VENHA ME VER QUEM JÁ ME CONHECE E OS QUE NÃO CONHECEM VAMOS NOS CONHECER!



REALEJO LIVROS & EDIÇÕES apresenta:



KIZZY YSATIS autografando CLUBE DOS IMORTAIS, A Nova Quimera dos Vampiros -



Sábado, dia 28 de abril às 19:00 h -



Av. Marechal Deodoro nº 2, Gonzaga – SANTOS



(próx. à Praça da Independência)



COMPAREÇA E TRAGA OS AMIGOS!



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"Se voltar ao início, eu poderia começar de novo. Poderia ver linha por linha. E tentar encontrar um caminho mais curto. Eu poderia tentar......melhorar"



(David Auburn, Proof)

sexta-feira, 16 de março de 2007


Eu sei porque Cristo está pregado na cruz
Um ponto de vista filosofal e não religioso


Eu sei por que Cristo está pregado na cruz, nas igrejas e em nossa memória. Mesmo que não pensem assim... Ele está sempre lá. Está até hoje e sempre estará – pregado. Ele se comprometeu a isso; sofrer por nossos erros. Não pagar por eles, ao passo que isso nós mesmos o faremos.

Cristo estará sempre fadado à cruz, mesmo após ter sido morto, ressuscitado e subido aos Céus. Lá, de onde ele está. E quando o fardo deste mundo aumenta, ele volta para a cruz. Este é o único preço que Deus paga por ter criado o homem e ter lhe dado o direito de escolha.

Esta cruz de que falo – é uma cruz simbólica, representa a dor de Cristo.

A dor que Ele sente é muito maior do que a que sentiu na cruz. Uma dor divina. Poderíamos estar todos no Céu agora, felizes. E o pobre do diabo estaria em paz, livre da sua trágica tarefa eterna. Poderíamos estar no Céu e ser anjos. Nós somos anjos.
Anjos sem asas.

As asas de que falo – são asas simbólicas, representam pureza, paz, liberdade.

Nada delas sabemos ou entendemos. O cristianismo é inverossímil, não se ajustará nunca à humanidade e vice-versa, é uma grande mentira, um erro histórico jamais admitido ou corrigido, não dá para coexistirem sem dar em merda (apocalipse). Ou é um. Ou é outro.

Ou então, é um grande acerto histórico jamais admitido ou corrigido. Uma simples desculpa para a guerra.

(Gosto de lembrar que é desculpa para Arte, mas a Arte não tem desculpa, ela acontece e é um assunto à parte.)

As guerras de nossa época não limpam o mundo de nós, como outrora, apenas sujam o mundo para nós.

Mas o que suja mais é a preguiça da gente!

Kizzy Ysatis,
São Paulo, 07 de maio de 2001

terça-feira, 13 de março de 2007

O escritor e sua amiga Lua Ysatis no Madame Satã

FÁBULA DA COBRA E DO VAGA-LUME.

A cobra perseguia, incansável, o vaga-lume, que esforçou-se muito para escapar, mas quando não agüentava mais ele parou e disse:
“Dona Cobra, posso te fazer uma pergunta?”
“Não costumo abrir exceção, mas pode.”
“Faço parte da sua cadeia alimentar? Ta faltando comida na praça? Fiz algo que te perturbou?”
Ela respondeu:
“Não. Não e também não”
Aí o vaga-lume quis saber:
“Então por que me persegue?”
“É que não agüento ver você brilhando.”

quarta-feira, 7 de março de 2007


ANIMAIS MECÂNICOS E SEUS PEQUENOS DELITOS QUE SÃO CRIMES

Tem de se sair do comum porque alguns indivíduos atrasados, mentalmente deturpados pela maioria massificada, se esquecem que os maiores crimes da humanidade foram cometidos de comum acordo com a maioria.
O método do roubo isenta o ladrão?
Perco muito tempo ouvindo a desculpa “Faço sim! eu e mais uma centena de pessoas”. Se o crime é compartilhado deixa de ser crime? Onde fica a ética? “Mas é uma coisinha de nada”, mas como? se conhecemos quem possui valor pelas pequenas coisas.
Falam de Barrabás, mas estão no meio do mesmo povo que gritou por ele.
Hipócrita? Todos nós somos, mas todo dia temos a mesma chance de subir mais um degrau para a utópica perfeição. Ninguém é perfeito e utopia é sonho. Mas tão belos que são os sonhos que nos fazem agir por eles e assim evoluir.

Kizzy Ysatis
São Paulo, 7 de março de 2007