
Estou de passagem neste mundo,
Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.
Eu sou o peregrino do tempo.
sábado, 2 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011

SENHORAS E SENHORES
Feliz, anuncio o lançamento da
TRILOGIA LEÃO NEGRO
A Segunda edição de O Clube dos Imortais será publicada em setembro.
Detalhe: a obra foi totalmente revista e fiz questão de dar uma remartelada. Foi reescrita de ponta a ponta. A história é a mesma, mas seus cabelos... rs
E será ilustrada! Eu mesmo fiz os desenhos, capa e o miolo, espero que apreciem.
Deixo uma amostra:
"O nosferatu tomou Luciano em seu braços assim com delicadeza, e saltou para longe da violência. Sua meta era a direção alta do terreno do cemitério, mas subiu tão alto que atravessou nuvens e passou pela lua brilhante. Luciano, atordoado, despertou em pleno voo. Talvez tenha sido o vento. O garoto viu a imagem passar diante dos olhos com rapidez. Um borrão. Porém, no meio da visão aérea, Luciano pensou ter visto asas. Asas enormes de penas negríssimas. Ele sorriu antes de apagar outra vez. Finalmente estivera voando."
-- O Clube dos Imortais, (Novo Século 2011, 2ª edição).O lançamento será na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro (Cidade natal de minha falecida mãe).
Atenção, cariocas queridos. Estou chegando.
Anne Rice também dará as caras na Bienal 2011. Será sua 1ª vez no Brasil.
Darei um livro a ela, e pedirei que autografe o meu puído Entrevista com o Vampiro.
Em São Paulo, farei o lançamento no Espaço Cultural Terracota.
Bom, é isso.
beijos beijos
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011

O Conde de Monte Mor
por Kizzy Ysatis
O singular encontro entre um imortal e um misterioso flâneur nas ruas de Paris, traz para o leitor a fascinante experiência de vagar pela cidade da luz na companhia de seres das trevas.
.....................Esta é a sinopse do conto Flânerie que escrevi para a coletânea O Livro Vermelho dos Vampiros vol. II organizada por Luiz Roberto Guedes.
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Leia um trecho do conto:
Já falei sobre os edifícios antigos de Paris. No entanto permita-me acrescentar que nessas construções existem pátios internos para a entrada de luz e ventilação, e entre eles, veem-se as mais diversas e, por vezes, sinuosas passagens para circulação, apenas de pedestres, com saídas no meio do quarteirão. A maioria delas existe desde a Idade Média e são verdadeiros labirintos a se intrincar pelos quarteirões da cidade da luz. Quem as conhece bem, tem a vantagem de andar mais depressa na capital. Some-se aqui, aparece-se acolá. Eu adoro isso.
Algumas dessas passagens são evidenciadas por arcos vistosos, outras são tão diminutas e escondidas que é fácil confundi-las com uma entrada qualquer para uma loja ou apartamento. Algumas são mais iluminadas, outras mais obscuras, porém todas misteriosas. Eu amo essas passagens, e conheço cada uma delas. Pode parecer perigoso, mas é pra isso que hoje existem câmeras vigilantes. Humph!
Havia alguns meses, eu migrei para o 1º piso de uma casa ao sul do Sena, no Quartier Latin.
Às vezes gosto de imaginar que a curiosidade adveio da minha mãe portuguesa, que se casou com um marinheiro bretão no Rio, e que dele acabei puxando minha fleuma. E com esta fleuma eu vagava pelo Jardin du Luxembourg quando resolvi soltar meu peso sobre uma das oportunas e singelas cadeirinhas desordenadas entre as árvores de tronco negro e galhos ressequidos. Ali montei guarda no esquecimento, tendo, em boa distância, pouca gente e as estátuas que discutiam em silêncio acerca de sua eterna imobilidade. Até que me cansei delas e coloquei meus fones de ouvido. Gosto da música natural da cidade, mas mudo de estação quando não quero interiorizar coisa alguma.
Ouvia The Cranberries quando me vi observado. Senti uma presença se aproximar rápida e silenciosamente como um gato. Nem as folhas secas o entregavam. Ele se sentou atrás de mim. Antes de me virar, eu já sabia o que ele era.
.....................O Livro Vermelho dos Vampiros vol. II está em produção e ainda não tem data de lançamento. Vamos aguardar. Assim que tiver novidades, eu posto.
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Sobre o Leão Negro, tudo o que posso dizer é que estava adiantando suas linhas finais quando fiquei muito triste com as coisas que escrevi. Não acreditei que a história terminaria daquele jeito. Eu mesmo cheguei a chorar. Portanto resolvi deixá-lo descansando um pouco para engrossar o cozido e saber se tenho mesmo certeza desse fim imaginado numa noite de delírio. Nesse ínterim retomarei um projeto antigo que tenho com a autora Flávia Muniz que está literalmente de casa nova. Clique aqui e visite sua Casa na Floresta.

