Estou de passagem neste mundo,

Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.

Eu sou o peregrino do tempo.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

SOBRE LYGIA

Este livro me é especial porque a assistente dela me ligou para dizer que ela tinha um presente para mim - ela se lembrou de mim! - e que eu fosse apanhá-lo na Academia de Letras. "Diga na portaria que você é meu convidado", isso ela mesmo disse. Ela me deu o livro autografado. Meu nome estava certinho; e antes dele vinha a palavra: escritor. Depois que os outros ancestrais já haviam ido pra casa, somente ela e eu ainda insistíamos nas risadas e conversa molhadas na cerveja gelada que o mordomo Luis nos servia. Fumávamos porque podia. Ora, quem manda alí é ela. Eu pouco falava... apaixonado por sua voz e narrativa, tal como outro homem descreve bem abaixo:

"...rimos, folgamos e bebemos. Não dramatizamos as diferenças na hora da discussão – entre escritores portugueses e brasileiros só por má-fé e cínica estratégia se instalará a discórdia. Recordo a hora do café da manhã, com o sol a entrar triunfante pelas janelas. Ao redor das mesas o riso dos novos não soava mais alto nem era mais alegre que o dos veteranos, os quais, por muito terem vivido, gozavam da vantagem de conhecer mais histórias e mais casos, tanto dos próprios como dos alheios. Não é uma ilusão minha de agora a imagem de terna atenção e respeito com que todos nós, portugueses e brasileiros, escutávamos o falar de Lygia Fagundes Telles, aquele seu discorrer que às vezes nos dá a impressão de se perder no caminho, mas que a palavra final irá tornar redondo, completo, imenso de sentido.

Disse que conheço Lygia desde sempre, porém a medida deste sempre não é a de um tempo determinado pelos relógios e pelas ampulhetas, mas um tempo outro, interior, pessoal, incomunicável." (JOSÉ SARAMAGO)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Soltei-me dos grilhões que me prendiam.

Ora, não vou mais me submeter às tortuosas horas de puro desconforto em prol das pessoas que amo. Não vou mais aceitar convites de festinhas de crianças de filhos dos outros. As crianças não me incomodam, porque não estão lá para as aparências, mas somente para a diversão, e isso é tão minha cara. Posso muito bem visitar meus amigos e seus filhos, meus parentes e seus filhos, em horas nossas; mas não mais participar dessas cerimônias que celebram as convenções das quais não faço parte e tampouco quero fazer. Por quê? Ora, os humanos se multiplicam, e isto eu acho natural. Fico feliz pelos amigos e irmãos porque a felicidade dos meus é a minha felicidade. No entanto incomoda-me seu olhar de piedade ou o de alguns de seus convidados “Oh, pobre dele, é solteiro e não tem filhos”. Isto eu não acho natural, só acho burro, acho estúpido que diminuam a capacidade de reflexão, o pensamento, à altura de sua fisiologia. Isto eu acho vulgar. Pois não sabem sequer distinguir que o que é bom pra eles não necessariamente precisa ser bom pra mim, portanto não me faz falta. O terror que sentem em não ser mais um, de não fazer parte do grupo, não me assombra. Gosto de ser singular. E quando não são capazes de entender ou respeitar meu ponto de vista, muito embora, como já explanei, eu entenda o deles, é quando me emputeço; é quando não tenho piedade nenhuma, mas nojo. Eu não sou piedoso? Sim, sou, mas nem sempre. Os que eu amo e me amam não possuem a intenção de me cutucar, o fazem sem saber; no fundo, sinto a pena em seus olhares e isso me causa algum desconforto, coisa que de qualquer modo antes tolerava pelo bem de estar geral, do qual de hoje em diante não vou mais me doar. Eu os curtirei em horas nossas, e horas coletivas só quando comemorarem a amizade ou o dia de seus anos. Sobre festas de família, quando quiser ir sozinho, eu vou. Quando quiser levar companhia, um amigo ou amiga, que seja, para ter o que se conversar extra os papos familiares, e não permitirem, porque meu convidado (a) “não é da família” nem cacho meu, então eu declinarei. Sobre aos enlaces, deixarei bem claro: não vou durante a parte religiosa. Só irei à festa, se quiser, convide, senão, dou de ombros. Em resumo, para ajudar os retardatários antes que abram a boca pra comentar estrume, não me incomoda não ter o que outro tem, nem ser como ele é, incomoda o olhar do outro, não do outro, mas do próximo, dos meus, ou mesmo seus convidados, daqueles que não são como eu ou infelizmente estão aquém de uma compreensão superior.

terça-feira, 20 de setembro de 2011


COMUNICADO AOS LEITORES: houve uma demora de minha parte para a entrega das ilustrações. Agora, a editora e eu estamos estudando uma data ideal para o lançamento.

Fiquem atentos ao meu blog, twitter e minha página no Face, assim que decidirmos, farei um anúncio.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011




Amados cariocas, estarei na Bienal dia 7 flutuando no estande da Novo Século Editora, passem lá pra gente bater um papinho. Depois, às 18h vamos ver a Anne Rice juntos ^^


terça-feira, 30 de agosto de 2011






Lendo "Aspectos do Romance" E.M. Forster depois de ler "Maurice", do mesmo autor, só para seguir com Forster, para os escritores de plantão, eis Aspectos do Romance. Foi ele que criou o termo "personagem redondo" (nada a ver com a cerveja, viu?). Recomendo ambos.


O filme também é cuidadoso, o final feliz à la Jane Austen gay é menos sutil mas não desmerece livro. Quem não conseguir locar, sugiro que baixe e assista. É tenso, rs

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O vampiro Luar e seu gato Baco
Aproveitando que não estou mais com a pressão do prazo para dar mais uma relida no filhote com tranquilidade. Vou passar a lupa, pentear os cabelos do Luar, escovar seus caninos e retocar a makeup :)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011



RECOMENDO:

KAORI 2: CORAÇÃO DE VAMPIRA

Em setembro, chega mais uma aventura da vampira japonesa Kaori, criação da escritora Giulia Moon.

Praia de Copacabana, Rio. Uma bela garota oriental passeia pelo calçadão. Seus olhos oblíquos seguem alguém: Yoshi, um garoto de programa meio-brasileiro e meio-japonês, com um raro talento para sedução. Ferida por um amor trágico do passado, Kaori enfrenta um dilema: dar vazão ao seu desejo pelo mestiço ou manter-se protegida, salvaguardando o seu coração?

Enquanto isso, o mundo sofre a ameaça de uma praga virulenta. Mortos-vivos, ogros, demônios e criaturas fabulosas começam a enlouquecer. Em São Paulo, os especialistas do IBEFF entram em ação para controlar o surto. E Kaori será envolvida, a contragosto, em mais um perigoso confronto com a sua arqui-inimiga, Missora, uma cruel cortesã do Japão feudal.

Entre as paisagens tropicais cariocas e uma São Paulo caótica e agitada, a nova aventura de Kaori, a vampira, vai fazer os corações baterem acelerados a partir de setembro, quando estará à venda nas livrarias.

Kaori2: Coração de Vampira
Giulia Moon
Giz Editorial, 2011
Formato: 16 X 23 cm, 432 páginas.
Nas livrarias a partir de setembro.
Atenção: em pré-venda a partir de 11/08/2011 no site da Giz Editorial.

- Eventos:

Lançamento no XV Bienal do Livro – Rio de Janeiro.
Sessão de autógrafos no dia 10 de setembro, sábado, 16h00.
Estande P27 – Pavilhão Verde – Centauro Editora (em parceria com Giz Editorial).

Lançamento em São Paulo:
Dia 22 de setembro, quinta, das 19h00 às 21h30.
Livraria Martins Fontes Paulista – Av. Paulista, 509 (próximo ao metrô Brigadeiro).
Estacionamentos conveniados: Rua Manoel da Nóbrega, 88 e 95 (1ª. hora gratuita).

- Sobre a autora:

Giulia Moon é paulistana, e fez de tudo em propaganda: diretora de arte, ilustradora, redatora e diretora de criação. Apaixonada por vampiros, lobisomens e seres obscuros de qualquer espécie, já lançou três coletâneas de contos: Luar de Vampiros (Scortecci, 2003), Vampiros no Espelho & Outros Seres Obscuros (Landy, 2004) e A Dama-Morcega (Landy, 2006).

Em 2009, Giulia publicou o seu primeiro romance, Kaori: Perfume de Vampira (Giz Editorial, 2009), onde narra uma história emocionante, que tem como cenários o misterioso Japão feudal e a caótica São Paulo contemporânea. Sucesso na Bienal do Livro, o livro esgotou-se no primeiro dia do evento, tornando-se uma referência entre os amantes de histórias de vampiros.

Giulia, agora, volta às livrarias com o romance Kaori2: Coração de Vampira, tendo mais uma vez como protagonista a bela e perfumada vampira oriental, que deixa nos seus amantes a marca dos seus caninos e uma misteriosa tatuagem de dragão. E promete grandes emoções para os seus leitores, que esperaram com ansiedade pelo livro.

Para saber mais sobre Giulia Moon, acesse www.giuliamoon.com.br ou o seu blog phasesdalua.blogspot.com.

- Maiores informações:

*Giz Editorial
Simone Mateus (editora) – simone@gizeditorial.com.br
Fone: (11) 7889-7112

*Giulia Moon - giuliamoon1@yahoo.com.br
Fone: (11)3209-615o


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O LIVRO É ETERNO

Devo desculpas aos meus leitores cariocas, tivemos de cancelar o lançamento na Bienal, o livro não ficaria pronto a tempo. Os motivos são óbvios: as mudanças (todas para melhor, não me arrependo). Quem me conhece sabe que jamais colocaria à venda um livro porco feito às pressas. Qualidade em 1º lugar, respeito meus leitores. Muitos autores se entristecem nesta situação, mas é porque se esquecem do essencial: a Bienal dura só alguns dias, o livro é para sempre.

terça-feira, 9 de agosto de 2011


Sarau Contos e Cantos de Medo e Terror

Dia 25. Quinta, às 19h.

Os escritores André Vianco, Giulia Moon e Kizzy Ysatis batem um papo sobre o universo gótico e sobre vampiros na Literatura. O sarau contará com a participação do pianista Leonardo Fernandes. Traga seu conto de terror preferido ou de própria autoria.

Salão I.
Não recomendado para menores de 16 anos.
Retirada de ingressos pelo Sistema INGRESSOSESC. Grátis.

SESC Carmo
Rua do Carmo, 147 | Centro | São Paulo/SP
(11) 3111-7000
www.twitter.com/sesccarmo
0800118220
www.sescsp.org.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Nova capa de O Clube dos Imortais, 2ª edição reescrita e ilustrada pelo autor.

Embora as ilustrações do miolo ainda sejam minhas, optei em chamar uma artista gráfica poderosa para fazer uma releitura da capa que projetei para esta edição. Por quê? Explico: agora que virou série, as três capas deveriam irmanar para não confundir na concepção da 3ª. A que eu fiz não combinava com a do Diário da Sibila Rubra.

É provável que a artista assine também a capa de A Queda do Vampiro (antigo Leão Negro, livro 3 e parte final da trilogia)

Então chamei Celtic Botan, que além de ser uma artista de primeira, é fã da obra e conhece a história de trás pra frente.

Como podem notar, a riqueza de detalhes é impressionante, ela colocou até o livro certo na mão de Luar, o romance As Ilusões Perdidas, de Balzac.

Clique aqui conheçam a arte de Celtic Botan.

O livro estará à venda em setembro de 2011