Estou de passagem neste mundo,
Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.
Eu sou o peregrino do tempo.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Criação do Personagem
segundo Kizzy Ysatis
Este encontro foca no coração da narrativa: os personagens. Seja em um enredo fantástico ou realista. Grandes personagens vão além de seu criador. Polifônicos, infinitos.
Mas por quê?
O que torna um personagem crível? Quais são os elementos que fazem com que o leitor chegue a acreditar que um vampiro, ou uma entidade fantástica possa existir? Criando fã clubes para um ser ficcional, por exemplo.
O que faz Dom Casmurro ficar na memória por tanto tempo?
Nesta palestra, o escritor Kizzy Ysatis revela seus segredos para construção de um personagem convincente. Não só as dicas vindas de sua experiência de criador, mas também das leituras, dos autores nos quais se inspira.
A quem se destina:
Escritores em início de carreira. Interessados.
Vagas limitadas
Entrada Franca
Quando: sábado, 4 de fevereiro de 2012.
Horário: às 10
Onde: Espaço Terracota – Av. Lins de Vasconcelos, 1886 – Vila Marina
(saiba como chegar aqui)
Inscrições: Clique aqui.
SOBRE O PALESTRANTE
Kizzy Ysatis é o nome artístico utilizado por Cristiano de Oliveira Marinho (Santos, 10 de maio de 1977), um escritor brasileiro. Em 2005, seu romance de estreia O Clube dos Imortais (Novo Século, 2006) ganhou o prêmio Rachel de Queiroz na categoria Melhor Romance concedido pela União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) em cerimônia na Academia Brasileira de Letras (ABL), tornando-se o único escritor no Brasil a ganhar um prêmio com um livro sobre vampiros. Recebeu o prêmio de Honra ao Mérito no Concurso Internacional de Literatura da UBE pelo romance O Mistério do Rio das Rosas Brancas (no prelo). O Clube dos Imortais é o Livro 1 da Trilogia Leão Negro, que narra a trajetória do vampiro Luar em sua busca obcecada por Álvares de Azevedo, numa mescla dos gêneros Literatura Fantástica e Romance Histórico. A saga continua no livro 2 – O Diário da Sibila Rubra (Novo Século, 2008), e conclui no livro 3 – A Queda do Vampiro (Previsto para 2012). É coautor de A Tríade (Terracota, 2010), o primeiro romance nacional feito por 4 escritores. Organizou a coletânea de contos Território V (Terracota, 2009).
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011

VIM, ESCREVI E VENCI, AGAIN! Chegou agorinha do Rio uma surpresa. Acabei de receber o Certificado de Honra ao Mérito da UBE - União Brasileira de Escritores, estou felicíssimo e queria compartilhar. Só de saber que agora o concurso é internacional e que concorri com o dobro de participantes do que eu disputei quando ganhei o Rachel de Queiroz em 2005 me deixa ainda mais orgulhoso em ter minha literatura reconhecida novamente por uma instituição de tamanho renome."Orgulho, não: inveja de mim mesmo." (Drummond)
sábado, 19 de novembro de 2011
Oração do sábado à noite:
Quero uma bebida que me faça delirar;
Uma música que me faça ferver;
Uma lembrança que me faça chorar;
Um beijo que me faça verter.
Kizzy Ysatis (SP, 19/11/11)
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Gritos na trovoada
Eu ouvi o trovão e não tremi.
Ouvi o trovão e ele me chamou.
O trovão arrebenta meteoros e muros.
Ouvi o trovão e não tremi.
Peguei em armas e encarei a chuva.
Este é o ano da tempestade,
E eu sou o trovão.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quem é aquela mulher de 30 colhendo flores há 30 anos?
Eu sei! E tantos passam sem passar...
e os que existem existem por serem notórios.
Ah, cansei-me de me diluir em personagens diversos.
Sou meu melhor personagem.
Quero mais coragem para me jogar no abismo de mim,
passar passando, deixar cicatriz no tecido do mundo,
esgarçar a alma de tanto viver.
Morrer... me sabendo vivo.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
SOBRE LYGIA
Este livro me é especial porque a assistente dela me ligou para dizer que ela tinha um presente para mim - ela se lembrou de mim! - e que eu fosse apanhá-lo na Academia de Letras. "Diga na portaria que você é meu convidado", isso ela mesmo disse. Ela me deu o livro autografado. Meu nome estava certinho; e antes dele vinha a palavra: escritor. Depois que os outros ancestrais já haviam ido pra casa, somente ela e eu ainda insistíamos nas risadas e conversa molhadas na cerveja gelada que o mordomo Luis nos servia. Fumávamos porque podia. Ora, quem manda alí é ela. Eu pouco falava... apaixonado por sua voz e narrativa, tal como outro homem descreve bem abaixo:
"...rimos, folgamos e bebemos. Não dramatizamos as diferenças na hora da discussão – entre escritores portugueses e brasileiros só por má-fé e cínica estratégia se instalará a discórdia. Recordo a hora do café da manhã, com o sol a entrar triunfante pelas janelas. Ao redor das mesas o riso dos novos não soava mais alto nem era mais alegre que o dos veteranos, os quais, por muito terem vivido, gozavam da vantagem de conhecer mais histórias e mais casos, tanto dos próprios como dos alheios. Não é uma ilusão minha de agora a imagem de terna atenção e respeito com que todos nós, portugueses e brasileiros, escutávamos o falar de Lygia Fagundes Telles, aquele seu discorrer que às vezes nos dá a impressão de se perder no caminho, mas que a palavra final irá tornar redondo, completo, imenso de sentido.
Disse que conheço Lygia desde sempre, porém a medida deste sempre não é a de um tempo determinado pelos relógios e pelas ampulhetas, mas um tempo outro, interior, pessoal, incomunicável." (JOSÉ SARAMAGO)



