Estou de passagem neste mundo,

Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.

Eu sou o peregrino do tempo.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

CONVITE
O MISTÉRIO DO RIO DAS ROSAS BRANCAS

Crianças se suicidando por serem caçoadas na escola; homossexuais caindo mortos todos os dias debaixo de pancadas. A religião atiça, incentiva a violência e ignora o fato de que os cristãos já foram perseguidos por Roma. Além disso, tem aquela usina. Ver todo um ecossistema ser assassinado em nome do progresso. Onde está a ordem nisso? Escrevi esse livro. É a minha resposta, meu protesto. Esse é meu grito. Conto com vocês, com seu apoio e presença. Vamos espalhar rosas brancas pelo mundo.

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convite feito por Paulo Paulauskas [valeu, preto]

terça-feira, 3 de abril de 2012


O bullying nosso de cada dia

Algumas pessoas passam despercebidas em nossas vidas, outras, porém, são encantadas. Brilham sem fazer força e estão cientes disso. Ítalo era um destes eleitos. O rapaz mirava além do horizonte e expandia o universo em que tocava. Estrelas não têm vergonha. Para Ítalo, não havia nada de errado em brilhar, pois se as estrelas fossem pudicas, quem enfeitaria a noite? Ítalo percebia que alguns colegas paravam involuntariamente só para vê-lo passar, admirados. Ele adorava isso, mas fingia que não ligava. Era o alimento que preenchia sua autoestima. Ítalo nunca achou graça em ser recatado. Adorava aparecer. Mas isso nem sempre agrada todo mundo.
— Aê, viadinho! — gritou Marcio.
Marcio e seus colegas, Xandão e Henrique, de longe já o viam e xingavam.
— Bichinha do caralho! — gritou Xandão.
Não tinha como Ítalo se esconder. “O bullying nosso de cada dia...”, disse ele aos botões. Então, em vez de se esconder, Ítalo irradiava ainda mais.

O MISTÉRIO DO RIO DAS ROSAS BRANCAS
Sessão de autógrafos dia 05/05/12
Espaço Terracota Editora Av. Lins de Vasconcelos, 1886
próx. metrô Vila Mariana
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sexta-feira, 30 de março de 2012


O MISTÉRIO DO RIO DAS ROSAS BRANCAS

Honra ao Mérito
Concurso Internacional de Literatura
UBE-RJ

KIZZY YSATIS

Meu novo romance que foi publicado hoje

A construção de uma hidroelétrica é gatilho para um professor revisitar o rio que lhe trouxe uma paixão por meio do mistério e a levou pela tragédia. Agora, sob o feitiço das rosas, ele cai nesse rio, cuja correnteza o levará a uma jornada de redescoberta. O professor tromba com a frágil condição do homem, espremido por uma sociedade faminta, que se alimenta dos recursos naturais de forma descontrolada. Percebemos que somos o combustível para uma máquina que dita o que você deve ser e como agir; que determina o que é antinatural; que humilha pelo bullying, pela homofobia, pela agressão física e psicológica. Mas não é a desesperança que corre nesse rio. Com uma prosa inspirada e cheia de poesia, Kizzy reescreve o passado para proteger o futuro. Mostra o real com simplicidade, e, assim, defende o direito de amar e o respeito à vida quando extrai de nós novas possibilidades. O Rio das Rosas Brancas guarda um segredo submerso pelas águas dos séculos, despertando como flor ao som da lágrima, ao ardor da prece. Uma ode à natureza, à diversidade e ao amor.

ISBN: 978-85-7679-662-6
Páginas: 15
Formato: 21 x 14 cm
Peso: 0,209 Kg
Acabamento: Brochura
Data de Lançamento: 30/03/2012
Editora: Novo Século
Por: R$ 29,90

Clique AQUI para comprar

Leia AQUI o prólogo que é minha versão do martírio de São Sebastião
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segunda-feira, 26 de março de 2012


O MISTÉRIO DO RIO DAS ROSAS BRANCAS

Confirmada a data do coquetel de lançamento do livro O Mistério do Rio das Rosas Brancas (Novo Século Editora). Sábado, 05/05/2012 das 17h30 às 21h30 no Espaço Terracota Editora. Av. Lins de Vasconcelos, 1886. Próx. metrô Vila Mariana. Embora a sessão de autógrafos vá acontecer em maio, o livro já estará disponível em abril, nas melhores livrarias do país. Desde já, eu o convido e faço questão da sua presença. ^^

quinta-feira, 8 de março de 2012

Nossas vizinhas beatas, vira e mexe, criticavam minha mãe, que não participava das reuniões religiosas.

Quando ia brincar nas casas dos amigos, suas mães me pressionavam. O que para mim é errado. Envolver criança em conversa de adulto? Que maldade.

Eu estava assistindo desenho, na minha casa, mas perdi o interesse. De repente, achei-me olhado para a janela, com os olhos vidrados no silêncio da samambaia. Minha mãe passou por mim e percebeu essa viagem.

“O que foi, meu anjinho? Que carinha é essa?”

Então o assunto apareceu e eu perguntei por que ela não ia à igreja. A resposta veio com uma pergunta:

"Cris, tua mãe vai fazer o que na igreja?"

"Rezar"

"Rezar, eu rezo aqui"

"Mas a igreja é a casa de Deus"

"Que nada. Deus tá aqui, quer ver?"

Fiquei assustado e não disse nada.

"Vem cá com mãe"

Levou-me no quintal.

"Tá vendo?"

"Só as árvores e as plantas da senhora"

"Fecha os olhos e fica quietinho"

Fechei.

"O que você tá sentindo?"

"O vento"

"Não é o vento. Isso é Deus respirando"

Quando senti a brisa, pensando em Deus, deu vontade de chorar. Porque Deus tinha tocado em mim; no meu braço; no meu rosto. Alisou meu cabelo. Não ventava na Igreja. Lá, Deus não tocava em ninguém daquele jeito.

"Abra os olhos. Olha pra mãe."

"Tô olhando"

"Quando quiser ver Deus, olha pra natureza."

"Mas a mãe do..."

"Acredita mais na tua mãe ou na mãe dos outros?"

"Claro que na minha!" respondi, convicto.

"Ah, bom"

Ela me deu um cheiro e voltou aos afazeres. Era firme e carinhosa ao mesmo tempo. Uma leoa. Perto dela, eu era uma gelatina. Entramos e eu voltei a assistir desenho. Mas algo na janela puxava meu rabo de olho. Olhei. Era a samambaia acenando. Só aí que eu me toquei que antes não estava ventando.

domingo, 26 de fevereiro de 2012


Eu me lembro, que quando minha mãe partiu, descobri que a morte era a coisa mais dolorida do mundo. No entanto, quando a tia gorda veio cuidar da gente, descobri que o amor confortava, e que nós aqui em casa não estávamos sozinhos. Lembro-me que quando meus primos Douglas e Danilo vieram nos visitar, eles me alegraram. Eu os levei pelo bairro para passear, então me veio a ideia de lhes mostrar um lugar especial. Não disse o que era, mas eles confiaram cegamente. Embarcamos no trem e fomos para Mogi das Cruzes. Eu os levei para a montanha mais alta. Pelo caminho, brincamos e rimos de nossas piadas mais bobas. Douglas reclamou da subida, mas não desistiu. Ele não sabia, mas era um lugar onde certa vez levei minha mãe. Chegamos ao alto da montanha, quietos e pasmos. O cansaço de Douglas pareceu se dissipar com as nuvens. Seus olhos percorreram o horizonte de uma paisagem lindíssima. Na descida, voltamos a fazer gozações e Douglas brincava: “Cris, você trouxe a gente aqui pra subir esse morro?” Perguntei se ele estava arrependido. Ele disse que não. Lá de baixo, o morro era tão alto e distante que parecia impossível imaginar que tínhamos subido. Aquela imagem ficou gravada na memória. Fomos ao shopping lanchar. Depois, voltamos para casa. Pelos anos que se seguiram, todas as vezes que me encontrava com o Douglas e o Danilo, a gente se lembrava de nossa aventura. Um dia, a tia gorda disse tchau. Tempinho depois, o Douglas disse adeus. Não sei o tamanho dos meus dias, mas hoje posso dizer, com certeza, que tanto do outro lado quanto deste há quem nos espere. Há quem nos ame. Há quem nos ampare. E que bom que o Douglas voltou a enxergar, pois agora poderá revisitar a montanha quantas vezes ele quiser, sem se cansar.

Boa viagem, primo.
Com carinho,
Cris.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O jeito mais inovador de aprender a escrever e publicar ao mesmo tempo!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A Cozinha Literária do Kizzy: as inscrições continuam sendo feitas. Os inscritos estão nos enviando as receitas de seus livros para o processo seletivo e a variedade no cardápio me apeteceu. Será uma disputa acirrada. Quem vai vencer? Qual iguaria literária será publicada e servida no coquetel marcado para dezembro? E você? Quer participar deste reality? Ainda dá tempo! Saiba mais em:
www.terracotaeditora.com.br
Parabéns aos primeiros aprovados para A Cozinha Literária doKizzy! Vocês provaram que tem coragem, talento e boas ideias. Merecem estar na minha cozinha. Aos que não foram selecionados, não desistam de seus sonhos. E você, que ainda não se inscreveu, corra! As vagas são limitadas, mesmo, e não haverá segunda turma dessa vez! Inscreva-se já!

Darei uma oficina gratuita com dicas fundamentais para ajudar novos escritores a engatar seu próprio romance. Não perca!