
Estou de passagem neste mundo,
Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.
Eu sou o peregrino do tempo.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
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convite feito por Paulo Paulauskas [valeu, preto]
terça-feira, 3 de abril de 2012

— Aê, viadinho! — gritou Marcio.
Marcio e seus colegas, Xandão e Henrique, de longe já o viam e xingavam.
— Bichinha do caralho! — gritou Xandão.
Não tinha como Ítalo se esconder. “O bullying nosso de cada dia...”, disse ele aos botões. Então, em vez de se esconder, Ítalo irradiava ainda mais.
O MISTÉRIO DO RIO DAS ROSAS BRANCAS
Sessão de autógrafos dia 05/05/12
Espaço Terracota Editora Av. Lins de Vasconcelos, 1886
próx. metrô Vila Mariana
sexta-feira, 30 de março de 2012

A construção de uma hidroelétrica é gatilho para um professor revisitar o rio que lhe trouxe uma paixão por meio do mistério e a levou pela tragédia. Agora, sob o feitiço das rosas, ele cai nesse rio, cuja correnteza o levará a uma jornada de redescoberta. O professor tromba com a frágil condição do homem, espremido por uma sociedade faminta, que se alimenta dos recursos naturais de forma descontrolada. Percebemos que somos o combustível para uma máquina que dita o que você deve ser e como agir; que determina o que é antinatural; que humilha pelo bullying, pela homofobia, pela agressão física e psicológica. Mas não é a desesperança que corre nesse rio. Com uma prosa inspirada e cheia de poesia, Kizzy reescreve o passado para proteger o futuro. Mostra o real com simplicidade, e, assim, defende o direito de amar e o respeito à vida quando extrai de nós novas possibilidades. O Rio das Rosas Brancas guarda um segredo submerso pelas águas dos séculos, despertando como flor ao som da lágrima, ao ardor da prece. Uma ode à natureza, à diversidade e ao amor.
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segunda-feira, 26 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

Nossas vizinhas beatas, vira e mexe, criticavam minha mãe, que não participava das reuniões religiosas.
Quando ia brincar nas casas dos amigos, suas mães me pressionavam. O que para mim é errado. Envolver criança em conversa de adulto? Que maldade.
Eu estava assistindo desenho, na minha casa, mas perdi o interesse. De repente, achei-me olhado para a janela, com os olhos vidrados no silêncio da samambaia. Minha mãe passou por mim e percebeu essa viagem.
“O que foi, meu anjinho? Que carinha é essa?”
Então o assunto apareceu e eu perguntei por que ela não ia à igreja. A resposta veio com uma pergunta:
"Cris, tua mãe vai fazer o que na igreja?"
"Rezar"
"Rezar, eu rezo aqui"
"Mas a igreja é a casa de Deus"
"Que nada. Deus tá aqui, quer ver?"
Fiquei assustado e não disse nada.
"Vem cá com mãe"
Levou-me no quintal.
"Tá vendo?"
"Só as árvores e as plantas da senhora"
"Fecha os olhos e fica quietinho"
Fechei.
"O que você tá sentindo?"
"O vento"
"Não é o vento. Isso é Deus respirando"
Quando senti a brisa, pensando em Deus, deu vontade de chorar. Porque Deus tinha tocado em mim; no meu braço; no meu rosto. Alisou meu cabelo. Não ventava na Igreja. Lá, Deus não tocava em ninguém daquele jeito.
"Abra os olhos. Olha pra mãe."
"Tô olhando"
"Quando quiser ver Deus, olha pra natureza."
"Mas a mãe do..."
"Acredita mais na tua mãe ou na mãe dos outros?"
"Claro que na minha!" respondi, convicto.
"Ah, bom"
Ela me deu um cheiro e voltou aos afazeres. Era firme e carinhosa ao mesmo tempo. Uma leoa. Perto dela, eu era uma gelatina. Entramos e eu voltei a assistir desenho. Mas algo na janela puxava meu rabo de olho. Olhei. Era a samambaia acenando. Só aí que eu me toquei que antes não estava ventando.
domingo, 26 de fevereiro de 2012

Eu me lembro, que quando minha mãe partiu, descobri que a morte era a coisa mais dolorida do mundo. No entanto, quando a tia gorda veio cuidar da gente, descobri que o amor confortava, e que nós aqui em casa não estávamos sozinhos. Lembro-me que quando meus primos Douglas e Danilo vieram nos visitar, eles me alegraram. Eu os levei pelo bairro para passear, então me veio a ideia de lhes mostrar um lugar especial. Não disse o que era, mas eles confiaram cegamente. Embarcamos no trem e fomos para Mogi das Cruzes. Eu os levei para a montanha mais alta. Pelo caminho, brincamos e rimos de nossas piadas mais bobas. Douglas reclamou da subida, mas não desistiu. Ele não sabia, mas era um lugar onde certa vez levei minha mãe. Chegamos ao alto da montanha, quietos e pasmos. O cansaço de Douglas pareceu se dissipar com as nuvens. Seus olhos percorreram o horizonte de uma paisagem lindíssima. Na descida, voltamos a fazer gozações e Douglas brincava: “Cris, você trouxe a gente aqui pra subir esse morro?” Perguntei se ele estava arrependido. Ele disse que não. Lá de baixo, o morro era tão alto e distante que parecia impossível imaginar que tínhamos subido. Aquela imagem ficou gravada na memória. Fomos ao shopping lanchar. Depois, voltamos para casa. Pelos anos que se seguiram, todas as vezes que me encontrava com o Douglas e o Danilo, a gente se lembrava de nossa aventura. Um dia, a tia gorda disse tchau. Tempinho depois, o Douglas disse adeus. Não sei o tamanho dos meus dias, mas hoje posso dizer, com certeza, que tanto do outro lado quanto deste há quem nos espere. Há quem nos ame. Há quem nos ampare. E que bom que o Douglas voltou a enxergar, pois agora poderá revisitar a montanha quantas vezes ele quiser, sem se cansar.
Boa viagem, primo.
Com carinho,
Cris.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
A Cozinha Literária do Kizzy: as inscrições continuam sendo feitas. Os inscritos estão nos enviando as receitas de seus livros para o processo seletivo e a variedade no cardápio me apeteceu. Será uma disputa acirrada. Quem vai vencer? Qual iguaria literária será publicada e servida no coquetel marcado para dezembro? E você? Quer participar deste reality? Ainda dá tempo! Saiba mais em: www.terracotaeditora.com.br

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