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Estou de passagem neste mundo,
Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.
Eu sou o peregrino do tempo.
domingo, 11 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009

NOVIDADE QUENTINHA SAÍDA DO SITE DO DRAGÃO
por Raphael Draccon
Enfim liberando a capa de “Dragões de Éter – Corações de Neve“, a chegar nas livrarias nesse mês de outubro.
Ok, as primeiras páginas já estavam para download. E o lançamento foi adiado duas vezes, mas agora é pra valer.
Apesar de outras propostas editoriais, que fariam um escritor afoito aceitar sem pensar, decidi investir em um projeto diferenciado junto ao grupo Leya, cuja entrada no Brasil o torna definitivamente o maior grupo editorial em língua portuguesa do mundo, e com o “Dragões” à frente da primeira fornada de livros no país.
A capa foi feita pelo mesmo competente designer, Renato Alarcão, através do mesmo processo de “Caçadores de Bruxas”, em que trocamos idéias e metáforas oníricas até chegarmos a uma imagem que transmitisse bem o conteúdo que a envolve.
Para mim ela ficou deslumbrante e espero que gostem. Cliquem na imagem se quiserem vê-la de maneira ampliada.
Essa obra é duas; talvez três vezes mais forte do que “Caçadores de Bruxas”, não apenas na técnica, mas no conteúdo transmitido. Toda a equipe editorial acabou se envolvendo com ela, e chorou com ela, e vibrou com ela.
Agora, é preciso que ela tome vida.
Milhares de semideuses, mais uma vez, estão se preparando para fazer esse cenário evoluir.
E se sonhos são forjados no éter… bom…
Nós sempre iremos tocar na quinta-essência.
Locais do lançamento
Sábado, 17 de outubro às 18h30
Local: Livraria Cultura Market Place Shopping Center – Av. Chucri Zaidan, 902 – São Paulo/SP
Quarta-feira, 28 de outubro
Local: Livraria Saraiva - Shopping Tijuca
terça-feira, 6 de outubro de 2009
EM BREVE!
Que segredo une o anjo, o templário e o vampiro?
art by ebbios
“Como um templário deslumbrado, a cruz a santificar a cervilheira altiva, levei o meu balção de cavaleiro aos prélios do mistério, e de lá voltei desolado, porque não se colhem estrelas como se fossem rosas.”
(Alphonsus de Guimaraens)
A Tríade
um romance de fantasia medieval
escrito por
Kizzy Ysatis
Octavio Cariello
Carlos Andrade
Claudio Brites
Não tema nada, a morte é destino do homem.
domingo, 4 de outubro de 2009
Recomendo!Histórias da Noite Carioca
de Eric Novello
Neste tempo de recuperação, esse livro foi uma feliz companhia. Impossível não se divertir com as paranóias e os pensamentos indecisos do personagem, o escritor Lucas Moginie. É um livro sobre o cotidiano. É inteligente, sagaz e muito bem escrito. Mais pra frente eu faço uma resenha.
...............................
Recebi um estranho recado no Orkut, de um amigo brincando comigo. Ele falava: "Kizzy, não sabia que tinha montado uma dupla sertaneja. Parabéns, rararara". Assistam o vídeo e confiram. Ri alto.
sábado, 3 de outubro de 2009
Ilha comprida recebeu Flávia Muniz pela Viagem Literária
“É preciso aprender a ler para ganhar o mundo”, ensinou a escritora Flávia Muniz em bate papo com jovens da Ilha.
A escritora é autora – entre outras trabalhos – de Os Noturnos, romance vampiresco, quarta obra mais lida pelos jovens nas bibliotecas públicas municipais.

Ilha Comprida – O bate-papo da escritora Flávia Muniz com os jovens das escolas da Ilha Comprida contou com intensa participação dos estudantes que lotaram o Espaço Cultural Plínio Marcos na manhã de segunda 14. Bastante atentos, eles fizeram dezenas de perguntas sobre a obra da autora, sobre seus livros prediletos, a dúvida sobre como surge a inspiração e como fazer para se tornar um escritor. Tantas perguntas e interesse pela Literatura empolgaram a todos e ultrapassaram o tempo previsto do evento. Terminou o bate-papo oficial, mas os estudantes ainda formaram uma rodinha junto à escritora para mais perguntas.
Tanta empatia de Flávia com o público jovem tem fortes razões de ser. Ela escreve há mais de vinte anos para essa faixa etária. A escritora reúne mais de 50 obras literárias que ultrapassam a marca de três milhões de exemplares vendidos. Algumas de suas obras receberam prêmios e indicações da crítica, como Viajantes do infinito, Rita, não grita!, Brincadeira de Saci, e outras.
Durante o bate-papo com os jovens, Flávia falou sobre a magia que existe nas bibliotecas. “São prateleiras e mais prateleiras de livros de todos os tamanhos, de autores de todo o mundo, que oferecem experiências, idéias e novas visões de mundo.Quando chego na Biblioteca, penso quanta coisa ainda não conheço, quanto ainda preciso conhecer. Penso se terá um livro que vai mexer com o coração da gente. Os livros têm esse poder, de mudar a nossa visão de mundo”, explicou.
Flávia Muniz é a terceira convidada da Viagem Literária, programa de incentivo à leitura da Secretaria de Estado da Cultura em parceria com a Divisão Municipal de Cultura da Ilha. A diretora do Departamento Municipal de Educação, Roberta França Fortes, agradeceu a presença da escritora na Ilha e à Secretaria pela parceria: “ É muito importante a Viagem Literária pela oportunidade que ela nos oferece de conhecer o universo de diferentes escritores”.
Livro sobre fadas é escrito em Icapara
Apaixonada pela escrita e por crianças, Flávia também é professora. Ela mora em São Paulo, mas mantém uma casa no litoral onde encontra a tranqüilidade necessária para escrever seus livros. Um deles está em produção e versa sobre fadas. Entre as principais obras de Flávia Muniz, estão Sallem 777 , que conta a história de três meninas bruxas, Uma Sombra em Ação, com a abordagem das peripécias de um fantasma em uma escola, o Manual dos Namorados que, inclusive traz uma lenda de amor de Iguape, O Livro Vermelho dos Vampiros, Rita, não grita e muitos outros.
Contato com Flávia - A escritora quer continuar o bate-papo com os estudantes via e-mail e disponibiliza seu endereço eletrônico para todos que quiserem conversar com ela sobre suas obras e o ofício de escrever: flaviamuniz@uol.com.br
Estudantes empolgados com a leitura
A estudante Lisandra Maria da Silva Pereira, 14 anos, da Escola Monte Carlo, é uma leitora voraz. Lê entre cinco a seis livros por mês, todos da biblioteca da escola. Seu interesse pela literatura começou na quinta série e não parou mais:”Gosto de ler, de conhecer autores “, contou. Lisandra afirmou que vai fazer a faculdade de Direito e se tornar juíza.
Também Marco Aurélio Koianvisnki, 13 anos, da Escola Monte Carlo, afirma que gosta de ler e o bate-papo com a escritora lhe abriu novas possibilidades:”Vou ler os livros dela”, afirmou. Karina Sesário, 13 anos, afirmou que irá ler Sallem 777, de Flávia Muniz : “Gosto de ler porque a gente passa a ver as coisas diferentes e saber o que as pessoas pensam. A gente se sente melhor”
fonte: DIÁRIO DE IGUAPE
Publicado em 18/09/2009 por Julio Silva
“É preciso aprender a ler para ganhar o mundo”, ensinou a escritora Flávia Muniz em bate papo com jovens da Ilha.
A escritora é autora – entre outras trabalhos – de Os Noturnos, romance vampiresco, quarta obra mais lida pelos jovens nas bibliotecas públicas municipais.

Ilha Comprida – O bate-papo da escritora Flávia Muniz com os jovens das escolas da Ilha Comprida contou com intensa participação dos estudantes que lotaram o Espaço Cultural Plínio Marcos na manhã de segunda 14. Bastante atentos, eles fizeram dezenas de perguntas sobre a obra da autora, sobre seus livros prediletos, a dúvida sobre como surge a inspiração e como fazer para se tornar um escritor. Tantas perguntas e interesse pela Literatura empolgaram a todos e ultrapassaram o tempo previsto do evento. Terminou o bate-papo oficial, mas os estudantes ainda formaram uma rodinha junto à escritora para mais perguntas.
Tanta empatia de Flávia com o público jovem tem fortes razões de ser. Ela escreve há mais de vinte anos para essa faixa etária. A escritora reúne mais de 50 obras literárias que ultrapassam a marca de três milhões de exemplares vendidos. Algumas de suas obras receberam prêmios e indicações da crítica, como Viajantes do infinito, Rita, não grita!, Brincadeira de Saci, e outras.
Durante o bate-papo com os jovens, Flávia falou sobre a magia que existe nas bibliotecas. “São prateleiras e mais prateleiras de livros de todos os tamanhos, de autores de todo o mundo, que oferecem experiências, idéias e novas visões de mundo.Quando chego na Biblioteca, penso quanta coisa ainda não conheço, quanto ainda preciso conhecer. Penso se terá um livro que vai mexer com o coração da gente. Os livros têm esse poder, de mudar a nossa visão de mundo”, explicou.
Flávia Muniz é a terceira convidada da Viagem Literária, programa de incentivo à leitura da Secretaria de Estado da Cultura em parceria com a Divisão Municipal de Cultura da Ilha. A diretora do Departamento Municipal de Educação, Roberta França Fortes, agradeceu a presença da escritora na Ilha e à Secretaria pela parceria: “ É muito importante a Viagem Literária pela oportunidade que ela nos oferece de conhecer o universo de diferentes escritores”.
Livro sobre fadas é escrito em Icapara
Apaixonada pela escrita e por crianças, Flávia também é professora. Ela mora em São Paulo, mas mantém uma casa no litoral onde encontra a tranqüilidade necessária para escrever seus livros. Um deles está em produção e versa sobre fadas. Entre as principais obras de Flávia Muniz, estão Sallem 777 , que conta a história de três meninas bruxas, Uma Sombra em Ação, com a abordagem das peripécias de um fantasma em uma escola, o Manual dos Namorados que, inclusive traz uma lenda de amor de Iguape, O Livro Vermelho dos Vampiros, Rita, não grita e muitos outros.
Contato com Flávia - A escritora quer continuar o bate-papo com os estudantes via e-mail e disponibiliza seu endereço eletrônico para todos que quiserem conversar com ela sobre suas obras e o ofício de escrever: flaviamuniz@uol.com.br
Estudantes empolgados com a leitura
A estudante Lisandra Maria da Silva Pereira, 14 anos, da Escola Monte Carlo, é uma leitora voraz. Lê entre cinco a seis livros por mês, todos da biblioteca da escola. Seu interesse pela literatura começou na quinta série e não parou mais:”Gosto de ler, de conhecer autores “, contou. Lisandra afirmou que vai fazer a faculdade de Direito e se tornar juíza.
Também Marco Aurélio Koianvisnki, 13 anos, da Escola Monte Carlo, afirma que gosta de ler e o bate-papo com a escritora lhe abriu novas possibilidades:”Vou ler os livros dela”, afirmou. Karina Sesário, 13 anos, afirmou que irá ler Sallem 777, de Flávia Muniz : “Gosto de ler porque a gente passa a ver as coisas diferentes e saber o que as pessoas pensam. A gente se sente melhor”
fonte: DIÁRIO DE IGUAPE
Publicado em 18/09/2009 por Julio Silva
quinta-feira, 17 de setembro de 2009

RESENHA DUPLA
por Guilherme Sandi
Quando um novo livro é lido, eu penso: haverá, a bem da verdade, idéias novas que são originalmente produzidas no senso criativo de um ser humano ou tudo que é criado em verdade é uma poda a bel-prazer do suposto criador para que o que já existe persista em sua existência, mas com um contorno próprio de quem lhe leva a autoria?A estrutura da pergunta que me fiz é a mesma dos questionamentos de Elaine de Voltaire, personagem principal do romance Diário da Sibila Rubra: O retorno das bruxas e personagem secundária do romance Clube dos Imortais: A nova quimera dos vampiros, como prova de que, tendo acabado de ler tais dois livros na seqüência supramencionada, a forma dos íntimos questionamentos da sibila rubra em tela se fez presente em minhas próprias inquirições.Ambas as narrativas, escritas por Cristiano Marinho, mais conhecido pela alcunha de Kizzy Ysatis – segundo ele, o prenome oriundo das sílabas desconexas de uma donzelinha que não pronunciava o nome de nascença do escritor corretamente e o sobrenome proveniente de uma deliciosa fragrância – trazem consigo a figura mitológica do vampiro como personagem fascinantemente primordial para o desenrolar das tramas.
Em tempos de crepúsculos instauradores de vampiros cintilantes à forma de purpurinas de estátuas vivas e bebidas escarlates cujo sumo faz sucesso dentre os parasitas de pescoços por ter alguma conexão com sangues de supostas vítimas, produzir uma narrativa sedutora de vampiro não parece ser grande coisa e tentar ressuscitar a figura do sanguessuga-mor nos faz lembrar que ainda há autores que persistem no erro de centralizar vampiros repletos de clichês em seus textos tragicômicos, seja contemplando o vampiro como pomposos mortos-vivos que vivem a se lamentar pela imortalidade enquanto saboreiam cigarrilhas e taças de absinto, seja encarnando-o como a real figura de livros de terror em que o vampiro não se trata de um galã da mais alta garbosidade, mas de um horrendo sugador de sangue que é, de fato, o que sua natureza demonstra.
O fato é que, excetuando-se os clichês sugeridos acima, a indagação persiste: seriam os livros de Ysatis mais do mesmo? Moda passageira, cópia de Bram Stoker, carona dos wolverínicos vampiros de André Vianco ou, quem sabe, um aspirante a Anne Rice tupiniquim?
Nenhuma das quatro hipóteses.
O que Cristiano faz é da mais densa originalidade, ou, retifico, se não exatamente original no sentido da utilização das tradicionais figuras da bruxa, do vampiro e do lobisomem, é, sim, excelente no que concerne aos enredos bem elaborados, aos personagens minuciosamente relatados, à História nacional que magicamente se coaduna com a ficção.
Li, no último ano, a primeira das obras escritas, Clube dos Imortais. A princípio, como chato que tendo a ser quando aponho as mãos em qualquer nova obra, a primeira reação veio salpicada com as ardências pimentosas dos preconceitos: ai, romance juvenil sobre vampiros de novo, confesso que essa foi a primeira idéia que engendrei na mente. Luciano, peça essencial para o desenrolar da trama, menino de assoberbada beleza andrógina, Cláudio, seu melhor amigo, exato duplo oposto ao primeiro, crê em tudo que as evidências não explicam, Jéssica, a namorada mui amada que se desfaz de qualquer resquício de consideração para com Luciano, uma vez dele rompendo relações em virtude de paixões inexplicáveis por outro cidadão, Marta, a enamorada não-publicamente-declarada do primeiro rapaz, Selma, melhor amiga de Jéssica, aparentemente de futilidade imensurável, e Miguel, o típico atleta descerebrado.
De outra forma, se esse azedume se criou, docilidade se construiu quando me apercebi da estrutura formal do romance: metáforas belíssimas, passagens digressivas elaboradas de forma magistral, linguagem floreada à maneira da segunda geração do Romantismo: morbidez, angústias e dores existenciais, características essenciais ao desenvolvimento da personagem do vampiro. E o vampiro que reina na obra de Kizzy é um ser mítico. O autor não faz simplesmente encaixar um sanguessuga inescrupuloso sem qualquer ponderação nos capítulos, ele cria uma ascendência e origem para todo e qualquer vampiro, o qual, se antecipa, provém de duas possibilidades: por conversão divina e é exatamente aí que julgo se encontrar a nova quimera dos vampiros, pois Kizzy cria uma origem bíblica para o ser vampírico, sendo despertado à imortalidade por um anjo de real valor; e a segunda maneira, da forma tradicional, vampiro criando vampiro, mas com um originalíssimo porém: só se transforma em vampiro se evocado pelo primeiro e se o transformado ansiar se tornar um. Ou seja, exclui-se a possibilidade viral do vampirismo, uma vez não sendo doença ou pandemia.
Entretanto, não é só a criação donde é oriundo o vampiro que me deixou em fascínios. Aqui se amalgama a fantasia vampiresca com a História brasileira, pois o vampiro em tela nutre imensas obsessões por um poeta imortal de nome Álvares de Azevedo, aquele literato que se banhou de glórias ao escrever, entre outras obras, a magnífica Noite na taverna. O vampiro encontra em si um apaixonamento sem tamanhos, sempre concretizado e se renovando com o passar dos anos, desde um baile de carnaval no reinado de D. Pedro II, passando pelas arcadas da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, pelo Cemitério da Consolação e pelo Teatro Municipal de São Paulo e em nenhum lugar estacando.Crer que Clube dos Imortais é tão-somente mais um romance juvenil de vampiros é um erro grotesco. A juventude contemporânea se demonstra como real imagem espelhada da juventude de outra época, que o diga o vampiro, que passa o romance inteiro se asseverando desta noção e dela fazendo surgir precioso resultado.
Posteriormente, vim a ler Diário da Sibila Rubra, que explica com mais detalhes o desejo do vampiro pela figura de Álvares de Azevedo, embora o enfoque primordial deste romance seja calcado na já mencionada Elaine de Voltaire, futura matriarca das sibilas rubras, uma antiga ordem de bruxas, cujo tom rubro das melenas as caracteriza. Não obstante, quando de seu lançamento, tenha o autor dito que a ordem de leitura de ambos os livros não seja essencial para o entendimento dos romances, sugere-se aqui que Diário da Sibila Rubra seja lido primeiramente, excetuando-se seus prólogo e epílogo, que são mormente entendidos após a leitura do Clube dos Imortais, de forma que aquele é, cronologicamente, o primeiro a ocorrer na sucessão dos fatos.Ler o Diário foi-me de maior prazer. Escritores evoluem com o passar dos anos e do exercício da escritura e isso se evidencia no amadurecimento contido nesta narrativa, que é totalmente fragmentada, volta-e-meia ensejando o retorno a capítulos anteriores.
No entanto, a união das irmãs bruxas e de Thomas, o único rapaz, é feita de forma tão delicada, fazendo tudo criar ar de lenda, que, aliás, é o mote inspirador para as ocorrências do livro, parecendo-me que toda e qualquer tentativa de sobrenaturalidade paira no âmbito dos contos e causos populares que são incansavelmente contados no interior do país, com todos os amedrontamentos e fascinações que lhes são íntimos.
No entanto, a união das irmãs bruxas e de Thomas, o único rapaz, é feita de forma tão delicada, fazendo tudo criar ar de lenda, que, aliás, é o mote inspirador para as ocorrências do livro, parecendo-me que toda e qualquer tentativa de sobrenaturalidade paira no âmbito dos contos e causos populares que são incansavelmente contados no interior do país, com todos os amedrontamentos e fascinações que lhes são íntimos.
A temática bucólica encanta: aparições no meio das florestas orvalhadas, línguas de bruxas que se metamorfoseiam em pererecas para funções malévolas, encantamentos que invocam forças da natureza, amores incompreendidos entre mariposas e chuvas catárticas, que são trazidos à baila com ternura e desejo inflado.Aí repousa a origem de Fausto, o lobisomem que aprende a obedecer ao mestre vampiro, Vivian, a matriarca das sibilas rubras, Elaine, a autora do diário, guria que luta bravamente para domar suas emoções e anseios, e o próprio vampiro, que acalanta atemorizando.É assim que se conclui o que se sabe: a Literatura Fantástica Brasileira tem nome e competência. E se não se pode dizer isso de todos os escritores que a tanto se propõem, ao menos em Kizzy Ysatis encontra uma excelência literária de cujo impulso criador não se escapa jamais.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Kizzy Ysatis, agressão por Eric Novello
.
O Kizzy Ysatis colocou no site dele alguns esclarecimentos sobre o que aconteceu na boate A Loca.
Não bastasse o choque com a notícia, fico chocado também com a reação de algumas pessoas.
Ouvi coisas como “mas alguma ele deve ter feito” ou variações de “mas será que ele não provocou…”, como se algum ato justificasse a violência, como se um indivíduo tivesse o direito de chutar a cara de um terceiro.
...
O que rolou, a agressão, foi tentativa de homicídio, nada menos. Se ele estivesse sozinho, podia estar morto agora. Uma pena que numa situação como essa algumas pessoas ainda tenham dúvida de qual é o lado certo, de quem é a vítima da história. A Natureza Humana não falha, infelizmente.
Sites de notícias usaram a frase “supostamente agredidos”. Queria que os sujeitos que colocaram a notícia no ar passassem no site do Kizzy e vissem a foto dele. Tem alguma dúvida de agressão?
.
Por fim, sou escritor, roteirista, resenhista, compositor, tradutor. Sou quase 100% do meu dia um comunicador. Pergunto para os meus colegas de profissão, do que adianta ter voz e não se manifestar numa hora dessas?
Por fim, sou escritor, roteirista, resenhista, compositor, tradutor. Sou quase 100% do meu dia um comunicador. Pergunto para os meus colegas de profissão, do que adianta ter voz e não se manifestar numa hora dessas?
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O dia que eu tiver que me calar diante de um absurdo desses, seja com um amigo ou não, eu paro de escrever e vou viver com minha própria vergonha.
domingo, 6 de setembro de 2009

Na manhã do dia 04 de setembro fui severamente espancado por seguranças na boate A Loca
Obrigado aos amigos e fãs pela força. Não precisava acontecer isso pra saber que tenho uma família muito famíla, amigos que me amam e fãs que me defendem. Amo vocês.
As providências legais serão tomadas. Cada uma delas. (por enquanto é isso).
As providências legais serão tomadas. Cada uma delas. (por enquanto é isso).
Mais uma vez, obrigado.
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