BIENAL DO LIVRO 2013 RIO DE JANEIRO
Espero por você
Estou de passagem neste mundo,
Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.
Eu sou o peregrino do tempo.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
O LUAR DE CADA UM
Exposição: O LUAR DE CADA UM
Um vampiro de muitos nomes e também de muitas faces
Veja o vampiro Luar retratado em várias técnicas e estilos por diferentes artistas
Quando: Sáb, 15/06/13 às 18h Onde: no Espaço Terracota Editora durante o lançamento do livro O CLUBE DOS IMORTAIS, ed. ilustrada
Um vampiro de muitos nomes e também de muitas faces
Veja o vampiro Luar retratado em várias técnicas e estilos por diferentes artistas
Quando: Sáb, 15/06/13 às 18h Onde: no Espaço Terracota Editora durante o lançamento do livro O CLUBE DOS IMORTAIS, ed. ilustrada
segunda-feira, 27 de maio de 2013
LANÇAMENTO ESPECIAL
Noite de autógrafos e lançamento do Livro O CLUBE DOS IMORTAIS, nova edição revista e ilustrada. Venha com sua máscara preferida e concorra a sorteios e descontos em outros títulos do autor.
Onde: Espaço Terracota. Av. Lins de Vasconcelos, 1886. Vila Mariana - São Paulo
Quando: sábado, 15 de junho de 2013, das 18h às 22h.
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sexta-feira, 24 de maio de 2013
O CLUBE DOS IMORTAIS 2ª edição chegou!!!
O livro está de volta com nova capa, com ilustrações feitas por este autor, e, claro, com o belo e cruel vampiro Luar.
Leia o PRÓLOGO do livro
Disponível no site da LIVRARIA SARAIVA
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
EIS O MUNDO DE FORA
Escritora se mostra alquimista ao fazer o real virar maravilhoso
Por Kizzy Ysatis
Quem
está acostumado com histórias em que todas as coisas se resolvem concretamente
no final vai estranhar o romance de Adrienne Myrtes. No mundo real as
resoluções são abstratas. Eis o mundo de
fora, livro vencedor do Prêmio Petrobrás Cultural, expõe ossos e nervos em
um dueto fraterno com o delírio.
Os protagonistas Irene e Luis
são como a dupla do famoso sitcom Will
e Grace: a mulher hétero que mora com o melhor amigo gay; só que na realidade o
drama se sobrepõe à comédia. Luis acabou de tentar suicídio quando Irene
descobre que sua avó padece de uma doença em estado terminal. Ambos decidem
viajar e ficar uma semana com a velhinha. E é nessa viagem que conhecemos suas
histórias.
Irene enxerga o realismo do
mundo, como ele se apresenta fisicamente, sem a maquiagem que a humanidade
criou pra deixá-lo suportável.
“Aprendi a ver a vida
por dentro e virar a morte pelo avesso. Daí veio meu talento para ignorar a
mistificação do mundo, a possibilidade de castigo divino (...) A descoberta do
miolo das coisas, das células e suas organelas foi um tiro sem misericórdia nas
tentativas de minha avó de me fazerem temer a deus sobre todas as coisas, de me
fazerem ansiar pelo céu e fugir do inferno.”
Para Irene o coração não é o
naipe de copas, é aquele músculo feio cheio de artérias, que não à toa é a
imagem na capa do livro desenhada, assim como as ilustrações internas, pela
própria autora que também é artista plástica. As imagens engendradas por Myrtes
nos remete ao onírico em contraste ao realismo da trama. Irene teme viver o
presente e se assusta quando precisa enfrentar o passado, então ela o mastiga.
“Eu me abandonava pelos cantos até ficar invisível. Deixei o
esquecimento dos adultos chover sobre mim para crescer. Mantive-me atenta a
eles. A ausência de outras crianças me beneficiou com o silêncio, aprendi a
falar pouco e a ouvir o vento, o latido dos cachorros na rua, a chuva durante a
noite.”
A princípio Irene parece ser
mais profunda. A vejo como uma cebola: cheia de camadas. Tem família, tem
infância, tem sorvete de mangaba. Luis tem a ele mesmo, e isso o torna
fascinante. Na primeira metade do livro preferi Irene; preferi Luis na segunda,
mas no final descobri ambos como uma somatória. Ela se reserva, ele se joga.
Com Luis a metáfora está feita:
ele não tem olhos pra realidade, enxerga o mundo através da artificialidade de
suas lentes de contato. Prefere as ilusões que cria. Retira suas lentes quando quer
mergulhar para seu próprio universo.
“A vida é uma mulher velha e feia que sente falta de orgasmos. Na
impossibilidade de resistência, porque ela me agarra pela garganta, me disponho
a inundá-la com o meu gozo.”
Luis é legal porque se expõe com naturalidade, é
despido de pudores.
“O sexo dele
também cheirava a jasmim, jasmim em botão que explorei com os dedos, pétala por
pétala a flor do cu.”
No começo Luis é uma bala: a gente chupa, chupa, mas
quando parece que vai perder o gosto, ele se refaz com mais intensidade. Ama
Irene, mas briga com o senso de realidade da amiga, cede ao delírio e se torna
o oposto perfeito.
“Irene diz que nos salvamos pela dor. Apenas a dor é o antídoto para a
estupidez humana, Irene parece farmacêutica, xarope. Não estou a fim de
receita. Ela precisa aceitar que talvez eu não queira ser salvo, que a danação
eterna pode ser meu plano de carreira.”
“Agimos feito alquimistas que se
propõem a transformar ouro em chumbo para se sentirem reais. Precisamos nos
convencer de que a realidade é valiosa. De que o delírio é impuro. Dionísio que
nos salve da nossa sensatez.”
Eis o mundo de fora é visceral e perturbador, mas está longe de ser
uma leitura pesada. Vem em camadas ora sutis ora explícitas. O mérito está na
sensibilidade da autora em reger sua obra com competência. O real é feio, mas a
autora é fecunda e sabe dar encanto, deixa tudo mais belo e até divertido. Cada
palavra é cuidadosamente escolhida, cada sentença, prodigiosamente executada. Myrtes
cria epigramas e aforismos dignos de Wilde, questionamentos shakespearianos;
faz uso de recursos poéticos que enriquecem a prosa, assopra ecos e produz aliterações que faria inveja ao mais proeminente simbolista. Irene vê o mundo com olhar clínico,
os pensamentos são dela, mas é Adrienne quem segura à caneta.
Na ficção a mocinha derrota a vilã,
enriquece e se casa no mesmo dia. Na vida real algumas coisas se resolvem, outras,
não. Eis o mundo de fora é honesto, não
forja mentiras nem reforça a esperança de que os sonhos são possíveis, mas também
não desaponta nem nos desconforta, pelo contrário, deixa uma sensação libertadora.
Não é resignação, apenas exalta a graça da continuidade. Tudo é passageiro, mas
o jogo continua. Virão outros desafios. Com o dedo indicador eu escrevo na tela
do computador:
Essa é a maravilha de
estar vivo.
Título: Eis o mundo de fora
Autora: Adrienne Myrtes
Editora: Ateliê Editorial
Páginas: 168
Quanto: R$ 35,00
Onde comprar: LIVRARIA CULTURA
Editora: Ateliê Editorial
Páginas: 168
Quanto: R$ 35,00
Onde comprar: LIVRARIA CULTURA
Adrienne Myrtes nasceu no Recife/Pernambuco e vive em São Paulo desde 2001. É também
artista plástica. Publicou o livro de contos: A Mulher e o
Cavalo e outros contos (Editora Alaúde, EraOdito Editora,
2006), a novela juvenil: A Linda
História de Linda em Olinda (Editora Escala educacional, 2007)
este último em parceria com o escritor Marcelino Freire e participou, das
antologias Os Cem Menores
Contos Brasileiros do Século (Ateliê Editorial, 2004) e 35 Segredos para
Chegar a Lugar Nenhum – Literatura de Baixo-Ajuda (Bertrand
Brasil, 2007) entre outras. E-mail: adriennemyrtes@hotmail.com
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Entre a honra e a enxurrada.
Há poucos dias, em que a chuva fez a rua escurecer, sai no
terraço e vi passar uma sombra assustadora volateando. Um morcego? Não, uma
raridade. A mariposa imperador. A maior do mundo, pelo tamanho se sabia. Nossa!
Soltei o grito de alegria. Há pouco me surpreendi com uma pepita de ouro sobre
o raminho verde que – graça à chuva – vencia o concreto no corredor do quintal.
Parecia uma flor, mas era uma mariposa dourada e do tamanho da minha mão. Tinha
o corpo rajado como um tigre e um casaco de pele sobre os ombros, como um leão.
Estendi meu dedo bem recebido. Sobre a palma notei que lhe pesava a agonia de
seus momentos definitivos, a asa já não prestava mais. Parecia em paz, mas
borboleta não tem voz, não grita. Como saber se está aflita? Lembrei-me de uma
prática pagã que diz que se você matar a primeira borboleta que ver em janeiro,
terá sorte o ano inteiro. Mas não era uma borboleta, era sua parenta; na
verdade, a mesma coisa. A mariposa é a borboleta noturna. E, pasme, é mais
forte; seu casulo é mais duro, precisa de tenacidade pra nascer e coragem pra
viver, pois enfrenta os predadores noturnos. Maiores, ferozes, famintos. Aquele
não era o fim digno que merecia: ser triturada pelos dentes afiados da gata, ou
levada pela enxurrada da chuva no fim da tarde. Não, pensei sobre o que eu
desejaria se fosse comigo e a resposta veio ligeira, indubitável. Eu ia fazer
eutanásia na borboletinha, rainha dourada, tigrada. No entanto meu coração se
apiedou. Frouxo! Covarde! Imaginei a imponente falando: Por que acha que tão
tranquilamente subi na sua mão? Por que acha que eu vim parar aqui? É porque te
conheço. Sabia que me notaria e me livraria de um fim doído e feio. Sei que é
capaz disso. Sua alma não guarda segredos a minha espécie, somos nós as
encarregadas de subir a alma do homem. Como ousa me desrespeitar assim? Conceda-me
a dignidade a que vim buscar. Que bobagem, pensei. De onde tirei esses
pensamentos? Vai, mariposa, irrite-me pelo menos. Mariposa pica? Não sei, mas
se você me picar eu juro que te mato sem pestanejar. Não houve nada. Resolvi
devolvê-la ao raminho, e então aconteceu. Pisei na merda. O corredor já tinha
sido limpo. Como não vi a Kira, minha labradora gorda, preta e enorme vir defecar
atrás de mim sem que eu percebesse? Que tipo de bruxaria é essa? Falei. Ah,
aquilo me irritou bastante. Ela morreu assim sem dor. Eu a esmaguei num átimo. Sabia
que não era a primeira borboleta que eu via. Mas fiz assim mesmo. Sem arrependimento,
aliviei seu sofrimento. Pra mim o certo é assim: dar ao outro o bem que desejamos
a nós mesmos. Até então ainda é janeiro, que a sorte nos brinde pelo ano
inteiro. Abençoada seja!
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Casa na Floresta
Cidade de rios e de praias, montanha e floresta. No caminho
de Tordesilhas, relíquia do tempo, história guardada pra outro momento. Na casa
da bruxa, meu lápis me testa. Não é só ao trabalho que o corpo se presta! De
noite há fogueira e também rola festa. Criar e escrever em nobre companhia,
narrar novos sonhos, brindar fantasia! (de Kizzy Ysatis para Flávia Muniz)
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sábado, 22 de dezembro de 2012
NATAL
Quando criança: (mesmo com o presépio) é quando o Papai Noel vem trazer brinquedos.
Quando cresço um pouco: (me conscientizo) é o nascimento de Jesus, e também é quando a gente se arruma pra desfrutar aquela comidinha gostosa com a família e trocar presente.
Quando fico adulto: (e me conscientizo novamente) é quando a gente janta com a família e tenta não discutir, mas rola comidinha gostosa e troca de presentes. É quando o Papai Noel se torna uma mentira que sou obrigado a contar pras crianças, e o presépio se torna um adereço.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
7 coisas que aprendi como escritor
por Kizzy Ysatis
1. Durma bastante; o sono recompõe a memória e a imaginação. É daí que veem a substância dos sonhos.
2. Imagine primeiramente a história inteirinha na cabeça, anote só ideias aqui e ali, mas crie a história completa no livro da imaginação. Passe para a escrita física somente depois de trabalhá-la bastante na cabeça. É assim que os gênios fazem. É assim que sempre fiz.
3. Não se deixe enganar. Quer estudar escrita? Então faça oficina com quem tenha, no mínimo, quatro romances publicados e dois prêmios no currículo. Tem gente sem prática ou reconhecimento querendo dar curso por aí. Inscreva-se na minha Cozinha Literária. Se você for bom o bastante, terá seu romance publicado no final da oficina.
4. Viaje. Não precisa ser pro estrangeiro. Uma semana no interior e outra no litoral já te mostrarão algum contraste atmosférico, e nos hábitos do seu objeto de estudo. O ser humano é seu objeto de estudo.
5. Tenha a mente aberta; aprenda a experimentar. O achismo barato ou o estudo acadêmico não deixam a obra com aquele brilho das coisas que respiram Falta o raio vivificante do Frankenstein. Vá além dos cinco sentidos. Viva a experiência! A que você puder, claro.
6. O escritor narra, não julga. Seja imparcial. Ponha as opiniões na boca dos personagens, as suas e as contrárias. Observe, mas não se intrometa. Não seja preconceituoso, também não seja panfletário e guarde sua religião pra você, ou acabará criando um vampiro-fada casto e moralista que as pessoas inteligentes odiarão.
7. Apure a sensibilidade para aprender a ser sutil quando seu texto pedir. Insinue! Não explique demais, o leitor não é burro.
Fui convidado pelo amigo escritor Bruno Cobbi.
O projeto é uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão, que convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje.
Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!"
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terça-feira, 22 de maio de 2012
FOTOS DO LANÇAMENTO
Na lua cheia do cinco de maio de 2012, o Espaço Terracota lotou de gente querida para o lançamento de O Mistério do Rio das Rosas Brancas. Segue algumas fotos tiradas por Verônica Partinski e José Ribeiro Rocha.


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