Amigos
Estou de passagem neste mundo,
Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.
Eu sou o peregrino do tempo.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Amigos terça-feira, 26 de maio de 2009

Fui um dos entrevistados do programa Perfil Literário, da Rádio Unesp FM, comandado pelo Oscar D'Ambrósio. A entrevista está disponível para ser ouvida ou baixada clicando AQUI!
domingo, 24 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Dizem que o brasileiro tem memória curta, mas até que ponto isso deve ser levado em conta em relação aos serviços prestados pelo Poupatempo, deste 1996 até hoje? Passados mais de 10 anos, ainda se auto-elogiam em dizer que são uma maravilha, uma evolução na prestação de serviços à comunidade. Sim, são. Tiramos antecedentes criminais em 10 minutos, e uma primeira via de RG em quatro horas, sendo que se levava até 90 dias para se tirar uma cédula de identidade antes do Poupatempo. Quem aqui se lembra que o cidadão tinha de ir à delegacia sujar os dedos como qualquer... Criminoso?
Como cidadão, me encostei em alguns balcões em busca de informação. Claro que tem o balcão de informação, mas tinha dúvidas específicas das quais fui pescar no local certo. Anos atrás queria tirar meu passaporte e fui ao Poupatempo, onde há uma agência dos Correios, e nos Correios se tirava passaporte. Descobri que levava 7 dias porque ia de sedex e isso e aquilo, então era um serviço que não era tão rápido, já que se tira em 24 hs no shopping Tatuapé. Era sobre isso que eu ia direcionar este texto sobre o Popatempo. Resolvi investigar há quantas andava o serviço hoje em dia; e fiquei feliz ao saber que o serviço lerdo não era mais feito ali. Que bom, já que o Poupatempo tem fama de ser ligeiro.
Aquele serviço de passaporte depunha contra, ainda que fosse dos Correios. Ah! Mas era o Correio que ficava no Poupatempo; enfim, sem ter mais um serviço a investigar para a nota do semestre, fui falar com algumas pessoas. E eles sempre reclamando da demora da espera. Uma funcionária, quando perguntei se as reclamações vinham apenas dos jovens, que não pegaram a época do engordurar do dedo com graxa na delegacia, ela me disse que as reclamações vinham de todos.
Desconfiada de que eu fosse um jornalista, passou a tecer milhões de elogios ao órgão do governo, mesmo eu me identificando como um estudante, e não menti quanto a isso. A funcionária disse que eu precisava de autorização para entrevistar alguém, até mesmo um cidadão livre. Brincadeira? Desse serviço do Poupatempo eu não sabia. Então eu iria conferir e cronometrar, para num futuro ver o avanço do sistema. É um serviço indireto, eu chamaria de Serviço de Atendimento e Autorização à Imprensa Livre; tudo bem é uma ironia; já que, respondendo minhas perguntas, os funcionários só me prestariam um favor (que não deixa de ser um serviço)... Serviço voluntário. Como das mulheres de meia idade que escrevem cartas aos analfabetos. Estas também não quiseram responder minhas perguntas, já que dessa vez me identifiquei como: jornalista.
Começou então a burocracia. Precisava da autorização. Primeiro passo: ir à administração, lá eu tentei falar com um funcionário. Um homem de trinta e poucos anos que não atendia a ninguém e que se perdeu ao telefone a falar com a família. Ah! Isso deu pra ouvir... Taí: 3 minutos perdidos. Ele me apontou a mocinha: Fernanda. Em conversa, (nossa, ela perguntava mais do que eu) ela me disse que a autorização tinha de ser pega na superintendência através de um telefone. Teria de falar com Fabíola ou Carol.
Ok. Vamos lá. Comprei um cartão... Quatro reais... Me dirigi até o orelhão... Foi mais 1 minuto (2 foi para comprar o cartão); falei com a assessoria de imprensa: nada de Fabíola ou Carol, só Luana, e mais 10 minutos de conversa. Ela me lançou um disparate de que eu precisava avisar o gerente para cada pessoa que eu quisesse entrevistar. Querida, sei meus direitos, a imprensa é livre e o cidadão tem o direito de querer responder, ou não, as minhas perguntas onde quer que estejam. Na verdade já tinha entrevistado quantos usuários eu quis, meu negócio agora era entrevistar oficialmente um funcionário, já que antes era uma entrevista não oficial e não autorizada, uma sondagem.
Luana, a estagiária da assessoria, me disse que eu só poderia falar com o gerente, Marcelo Ribeiro, 39, e que ele falaria em nome de todos os funcionários do Poupatempo. Incrível! pensei eu, ele é poderoso, detém sozinho a opinião de um mundaréu de gente. Uau! eles pensam em uníssono. Mais um minuto e voltei lá. Perguntei ao homem mal-humorado, que ainda estava ao telefone, provavelmente com a esposa, só isso explica, se ele era Marcelo, outra vez ele apontou Fernanda, que disse que Val já tinha falado comigo.
Oh! Querida, a Val só me disse que precisava de autorização, não me disse onde e nem como obtê-la. Ah, enfado! Ah, fustigação. Mais 10 minutos de espera. Fernanda a falar com Marcelo... Paredes de vidro, literalmente. Divisórias. Estão sondando na internet? Estão me checando no site da Universidade? Sou paranóico?
Veio uma mulher, Ana Paula: Qual o seu nome mesmo, meu jovem? Cristiano, respondi. Mais 2 minutos com ela e depois estava na sala do gerente. Hum... tinha cafezinho, tomara que ele seja educado. Ele trabalhava há oito anos no Poupatempo e havia um e meio que era gerente do Itaquera. Dizia-se fã da empresa... Me deu um monte de respostas rápidas; dessas que parecem padrão; dessas que parecem decoradas. Insinceras. Defendeu-se: disse que minha "matéria" deveria alertar o povo a evitar os horários de pico que eram das 10h às 15h. Marcelo imagina que o Poupatempo ficará melhor se melhorar o fluxo de atendimento inicial. Dos inúmeros serviços prestados pelo Poupatempo, para ele, a maior evolução foi mesmo o RG e o atestado de antecedentes criminais. Agradeci por ter me atendido. No total, para obter o serviço de autorização para poder entrevistar um funcionário (treinado para responder à imprensa) levou o tempo de 29 minutos. Não a entrevista, mas o tempo até poder falar com o dito cujo.
Nossa! Seria mais rápido se eu tirasse meus antecedentes criminais. Ao me levantar, Marcelo me disse: Se precisar de algo, fale comigo. Preciso, sim, disse eu. Me dá um "cafezim".
quarta-feira, 20 de maio de 2009

LUCIANO
Era lua cheia e Luciano de Paula vagava aborrecido. Ele ia por ruas vazias, de pouca luz. Perseguia-lhe o lamuriar intermitente de um trovão, o picar dos passos, suas lembranças. Olhava uma manta se achegar no céu tapando estrela. Presságio inquietante. Mal sabia que logo surgiria o arauto da tragédia, herói desta história. Que noite bonita, pensou Luciano, agora pacífico – Mas vai chover.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Com efeito, sorriso de leitor aos olhos do autor é carícia melodiosa com cheiro de bombom. É a tal da ambrosia.Rachel de Oliveira // Rafael Andrietta disse...
Algo parecido aconteceu comigo [em referência ao post da Suelen]. Na verdade é diferente, mas parecido, rss. Certo dia, na Bienal do Livro, eu e minha namorada, Rachel, vimos um estranho homem de curiosas vestes circulando pelo estande da Novo Século, e pelos corredores da Bienal. Acreditávamos ser um jogador de RPG ou algo do tipo, o seguimos por um tempo para ver se descobríamos, e nada. A curiosidade nos tomou a fundo... Enfim, o tempo correu. Fomos ao "Encontro Prática de Escrita" da Unicsul, e lá estava ele, só podia ser. Ficamos fascinados com sua semelhança ao Marilyn Manson (o qual amamos) e escrevia sobre vampiros, viajava em sonhos, devaneios... Pelos deuses, quem era aquele cara? Tínhamos que conhecê-lo, ele tem que ser nosso amigo, rs, pensávamos. E a estranha quântica fez acontecer e feliz ficamos ao conhecê-lo e ver quão simpático ele é! Um verdadeiro vampiro que fascina e encanta os fãs. Devorei seus dois livros e fiquei apaixonado por um vampiro chamado Luar. Hoje espero ansioso pelo próximo, que não tardara em chegar! Por pouquinho não consigo um espacinho na Guerra dos Vampiros, mas não tem problema, ter participado já foi maravilhoso, =D. Um Nosferatu que será lembrado para sempre na literatura fantástica.
Um beijo especial para os dois!
sábado, 16 de maio de 2009
Sou mais viver uma vida curta e intensa, do que uma longa e pálida. Tem gente que vai chegar à velhice esquecido num asilo, sem feitos para se orgulhar, arrependido, invejando a juventude dos corajosos. Tem gente que vai chegar à velhice esquecido num asilo e ninguém jamais saberá quem foi. Todos nós morremos. Uns mais cedo que outros, mas todos nós morremos. E morrer sem ter vivido é a morte. Cada um é dono de si, e cabe a cada um escolher a vida que leva. Cazuza escolheu ser ele mesmo, escolheu o caminho da felicidade. Aquele que souber olhar além da superfície, olhar em seus olhos, verá a mesma força de outrora. Uma satisfação inenarrável e uma felicidade plena de ter vivido uma vida sem arrependimentos. Medíocre é quem desconhece as maravilhas da vida, esses frustrados invejosos não me incomodam, eu os desprezo, porque jamais entenderão o significado de minhas palavras. Nunca serão nada e passarão despercebidos pelo mundo. É o tipo de pessoa que chamo de peso de papel.
Organização: Nelson de Oliveira e Claudio Brites.
Autores veteranos se encontram para falar do mercado editorial e da prática de criação literária. Internet, cinema, teatro, poesia, conto, crônica, romance e outros gêneros textuais, numa conversa cheia de idéias e dúvidas, começos e fins. O encontro é organizado pelo Grupo Labmind em parceria com a universidade Cruzeiro do Sul e está em sua segunda edição.
Mesa 1 - 19h30 - 21h
Mercado Editorial
Edson Cruz
Marcelo Maluf
Paulo Ferraz
Nelson de Oliveira
Mesa 2 - 21h15 - 22h30
Prática de Criação Literária
Fernando Marques
Luís Marra
Marne Lucio Guedes
Marcelino Freire
Onde:
Universidade Cruzeiro do Sul - Campus Liberdade, R. Galvão Bueno, 868.
Quando:
19 de maio de 2009, das 19h30 até 22h30.
Entrada Franca
inscreva-se: labmind@labmind.com.br





