Estou de passagem neste mundo,

Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.

Eu sou o peregrino do tempo.


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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

7 coisas que aprendi como escritor



por Kizzy Ysatis
1. Durma bastante; o sono recompõe a memória e a imaginação. É daí que veem a substância dos sonhos.
2. Imagine primeiramente a história inteirinha na cabeça, anote só ideias aqui e ali, mas crie a história completa no livro da imaginação. Passe para a escrita física somente depois de trabalhá-la bastante na cabeça. É assim que os gênios fazem. É assim que sempre fiz.
3. Não se deixe enganar. Quer estudar escrita? Então faça oficina com quem tenha, no mínimo, quatro romances publicados e dois prêmios no currículo. Tem gente sem prática ou reconhecimento querendo dar curso por aí. Inscreva-se na minha Cozinha Literária. Se você for bom o bastante, terá seu romance publicado no final da oficina.
4. Viaje. Não precisa ser pro estrangeiro. Uma semana no interior e outra no litoral já te mostrarão algum contraste atmosférico, e nos hábitos do seu objeto de estudo. O ser humano é seu objeto de estudo.
5. Tenha a mente aberta; aprenda a experimentar. O achismo barato ou o estudo acadêmico não deixam a obra com aquele brilho das coisas que respiram  Falta o raio vivificante do Frankenstein. Vá além dos cinco sentidos. Viva a experiência! A que você puder, claro.
6. O escritor narra, não julga. Seja imparcial. Ponha as opiniões na boca dos personagens, as suas e as contrárias. Observe, mas não se intrometa. Não seja preconceituoso, também não seja panfletário e guarde sua religião pra você, ou acabará criando um vampiro-fada casto e moralista que as pessoas inteligentes odiarão.
7. Apure a sensibilidade para aprender a ser sutil quando seu texto pedir. Insinue! Não explique demais, o leitor não é burro.


Fui convidado pelo amigo escritor Bruno Cobbi.

O projeto é uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão, que convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje.

Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!"

* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Darei uma oficina gratuita com dicas fundamentais para ajudar novos escritores a engatar seu próprio romance. Não perca!

sábado, 2 de outubro de 2010

O Décimo Sexto Comentário

Evan, nós dois estamos no Clube. Você relendo e eu reescrevendo. ;)

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Rose, ^_~

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Noite em Claro

Sou eu que agradeço pela visita.

Sobre sua pergunta: "por que reescrever o Clube?", você meio que respondeu. Tenho minha opinião formada: Escrever é a arte de reescrever (anote no seu caderninho). Enquanto estiver vivo e puder melhorar, repito, melhorar, eu o farei, ou então nem toco no texto. Foram exaustivos 5 anos pra fazer o Clube. Por mais que gostem (e que eu ame aquela história), eu era marinheiro de primeira viagem. Têm passagens ali pedindo por lapidação, limpeza eaté reparos no português e na gramática. Umas passagens, eu deixarei mais enxutas, outras ampliarei. Tudo foi pensado. O começo é gorduroso e o final é frenético, deixarei o texto levemente consoante. Não mudarei nada, as mudanças serão poucas. É como um quadro ou monumento que precisa de manutenção ou restauração. Lygia Fagundes Telles reescreveu Ciranda de Pedras por meio século. Em dez anos Marcelo Rubens Paiva reescreveu todos os seus livros. Acha que versão de Dom Casmurro que está à disposição é a primeira? Não. O pobre negro tartamudo e epilético deve ter tido uma convulsão daquelas quando releu a versão impressa. João Mindlin tinha uma dessas edições rabiscadas por Assis. Murilo Rubião, mestre, é a maior prova de que para ser um Jedi das letras deve-se reescrever buscando o máximo da perfeição no livro presente sem deixar o livro passado pra trás. Imagine: no final (ou auge) de sua carreira se compararem seus livros e falarem que o primeiro não é tão bom quanto o último. Tendo se tornado um autor sazonado (e de cabelos branquinhos), não ia querer que sua obra completa estivesse de igual valor? Pense nessas coisas. A obra rápida, cujo autor nega cuidados, é rapidamente esquecida. Aquela que leva tempo e cuidadosamente toma talho refinado e preciso, será imortal.

Você observou bem a diferença entre as três passagens, outros não vão percebê-las (o que é natural), (postagem sobre Luar, 14-09, sobre Fernando e esta última). O prólogo está no passado, portanto pensei num ritmo mais lento e clássico, embora tenha deixado o mais enxuto possível. Pretendo tornar as partes que se passarem no passado, com um tom mais clássico e poético. A parte contemporânea de Claudio e marta, quero deixar mais ágil e aumentar os diálogos, isso dá ritmo, ainda que não as deixe menos intimista. Lembre-se: os pensamentos e sentimentos secretos dos personagens estão lá, expostos. Claudio temeu ao reconhecer que agora a amiga passou para o time dos sobre-humanos. Marta, por sua vez, resigna-se melancolicamente, embora tenha mantido o bom humor, atenção aos amigos e a fragilidade e delicadeza de sempre. Todas as sibilas ligadas ao Luar sofreram nos ritos de passagem, mudaram e entristeceram muito. Embora esteja mais velha e também tenha sofrido pela perda de Luciano e outros amigos, ela tentará manter o otimismo, até o fim. Marta é a sibila do novo milênio, terá um ar mais despojado, vide a diferença pelo corte radical do cabelo. As partes de Fernando deverão ser um misto entre as partes do passado e as atuais, pois contém um personagem das duas eras: Fausto. Essa é uma das novidades da estrutura narrativa que pensei para este novo romance. Espero que se divirtam muito.

Suas perguntas, tão bem cabidas, sempre merecem um post a parte, de tão longas que tornei as respostas, rs.

Obrigado.