Estou de passagem neste mundo,

Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.

Eu sou o peregrino do tempo.


sábado, 15 de dezembro de 2007

João Marinho

Se diz homem, se diz tenente, valente, cristão. Tudo isso. Mas na hora do “vamo vê”, foge, se esconde e chora como um fraco, um menininho assustado. Dona Valvez dizia que sua fé era a “fé do burro”, talvez ela estivesse certa, já que a fé tem a ver com coragem e pela Bíblia, Deus é o deus dos valentes.
Em muitos momentos de pura angustia me perguntei: “Mas porque não morre?” e no entanto tudo o que morre são as coisas ao seu redor.
Você se acha vítima dos outros, da inveja alheia e outras coisas mais, mas o único que faz mal a você e a sua dignidade, é você mesmo. É você que se entrega de bandeja e mão beijada ao vil desejo de se afogar na água ardente, são seus pés que te levam ao bar e tua mão que trás o copo à boca. E quando você vai lá, não vai só, está levando seus filhos junto. Quando você chega em casa “daquele jeito” deprime toda uma família que está tentando se levantar e da qual você joga lá embaixo com sua atitude mesquinha.
Como pode ser tão egoísta? Meu dia especial é amanhã e você nem sabe disso. Acontece uma vez por ano, mas você só olha para os seus problemas, porque você bebe toda vez que acontece e minha felicidade nunca é completa. Também acontece nos aniversários e em todas as datas especiais. Indiferente de você estar presente ou não, você faz parte dela. Uma família é completamente ligada como são os órgãos de um corpo. O corpo não vive sem o coração. Sempre esperamos que tome a decisão certa, porque você é quem deve tomá-la, e você complica tudo o que é mais simples.
A questão na verdade não é física nem religiosa, não é satã ou dependência química, porque não há dependência química nenhuma que seja maior que o amor; e o quanto esse amor vale para cada um é que, afinal, exerce relevância na hora de tomar decisões. É o que vale a pena que vence. É o que preferimos que decide. O que você prefere? O que é mais importante para você?

Cristiano
15/12/07

13 comentários:

Crzy sem destino disse...

Lindo texto!!!

Ítala disse...

maravilhoso!

Kizzy Ysatis disse...

...Puxa... Obrigado.

Lavínia disse...

Olá Kizzy...
Li recentemente o seu livro "Clube dos Imortais". Adorei! O mito do vampiro é apresentado de outra forma, totalmente original. Parabéns!

isabella disse...

olá kizzy :)
aqui é a isa, te vi hoje na Casa das Rosas

fico muito feliz por reve-lo, ainda mais por ter lembrado de mim
com certeza estarei na sua próxima estréia

beijos e sucesso!

p.s.: a liz vamp é um amor de pessoa! adorei conhece-la!

Alessandra disse...
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Alessandra disse...
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Kizzy Ysatis disse...

Lavínia

Como vai? Fico satisfeitíssimo que tenha gostado do Clube. Para para "revestir" temos de conhecer o que vamos vestir. Foram anos de pesquisa no tema (amei cada minuto). Pode parecer brega, mas é real quando dizemos: Tudo que fazemos com amor, tem melhor sabor. Obrigado.

Isa! Você é inesquecível e sim, a Liz é tudo de bom, não há quem não goste daquela vampira.

abraços a todos.

Andréa disse...

Seu texto está lindo.
Desejo muitas felicidades e Sucessos para vc!
bjs!
Andréa

Cinthia disse...

Olá Kizzy.
Seu blog é muito bonito, apresenta textos muito bons!!! Qual será o seu próximo livro? =)
Beijinhos.

Kizzy Ysatis disse...

Andréia,

Muito obrigado pela mensagem.

E Cinthia

fico contente que esteja gostando dos textos. Próximo livro será: DIÁRIO DA SIBILA RUBRA, O Retorno das Bruxas e será lançado no segundo semestre de 2008

abraços cordiais,
kizzy

Luciana Fátima disse...

Apesar de te conhecer há muito tempo, ao ler este texto, te vejo com outros olhos! Foi bom te encontrar no sábado...!

Kizzy Ysatis disse...

Lu

Foi ótimo te ver também. Quando estava autografando, eu te vi na escada, sei que me viu também, mas eu não te reconheci naquele momento, só te reconheci no banheiro, quando também autografava, na banheira, rs.

Sobre o texto, é um retrato do meu cotidiano, algo íntimo que quis expor para mostrar para pessoas que somos todos humanos e que vivemos dramas pessoais. Que não estamos dentro do ovo, aquele ovo hermético de Clarice.

beijos