Estou de passagem neste mundo,

Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.

Eu sou o peregrino do tempo.


sábado, 8 de agosto de 2009

[momento poesia]

o canto do pássaro morto

nem me fale do nobre pássaro
preciso de um ombro bem amigo, passei um mau bocado.
minhas pernas bambeiam só de vê-lo,
sua piscadela me estremece por inteiro.
e ele sempre faz.
é bom mas machuca.
ainda estou com o peito apertado,
aquela sensação horrível de quem tem de matar uma coisinha preciosa dentro de si.
é praticamente um aborto.
é quebrar asas de passarinho.
ai de mim, chorei um cântaro em casa, e morri devagarinho.
vai de mim, desolação esmagadora.
esta nênia do pássaro que triste voa.
kizzy ysatis 08/08/09

3 comentários:

L.F. Riesemberg disse...

Olá, Kizzy. Tudo bem? Indiquei o seu blog para este prêmio:

Tem umas regrias no blog, mas vale a pena!!!

http://mundodarkness.blogspot.com/2009/07/selos-e-memes.html

Abraço!

Rober Pinheiro disse...

Moço,

Mesmo esta desesperança amarga, sofrida, pode produzir coisas belas, como este poema.

Não sei se há antídoto, mas amizades boas e bebericos são sempre ótimos paliativos.

Bjos.

Nathalia disse...

O que dizer, o poema é lindo, lindo e triste...
E eu concordo, experiências desesperançosas acabam por produzir coisas encantadoras como o poema.


Um abraço Kizzy

Nathalia