Estou de passagem neste mundo,

Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.

Eu sou o peregrino do tempo.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


A morte da lágrima no fragmento do pranto inútil

“A literatura é o registro do nosso descontentamento”
Virginia Woolf, Noite de festa

A lágrima periforme conota emoção.
Desliza.
Ao declinar-se é neutra;
pois a face inerte, inexpressiva,
não se altera no povoar do tempo.
A lágrima seca, a comoção não vinga
e no vapor seu espírito se eleva no enigma.
Morre a vã e triste lágrima.
Agoniza.
Lágrima que chorou na pedra lisa.

10 comentários:

Camilo Vannuchi disse...

Puta que pariu!

Binha disse...

Adoravel tudo que escreve.
parabéns por tudo que conseguiu, beijos e abraços.

Jéssica Ketchup disse...

Fazia tempo que eu não visitava seu blog. É legar voltar, ler o poema, e relembrar o porque gosto tanto de ler o que você escreve...

Uma fã disse...

...lindo poema, mas triste...um colega seu uma vez escreveu um romance triste.....Romeu e Julieta(sorriso e lágrimas)...uma fã dele pediu algo mais leve da próxima vez. Não sou uma Rainha(e nem sei se este fato é verdadeiro), mas humildemente gostaria, da próxima vez, de um Noite De Reis...
Mesmo assim adorei teu poema...

abraços.

Raphael O Lord disse...

Faz tempo que não leio algum assim!
Parabéns!!
Abraços!

Martarella Sirena disse...

O poema é muito lindo, um fermoso jeito de descrever a tristeça. Nao quissera que vc escrever este poema porque estar triste.

Claudio Mor disse...

Angustiantemente belo.

Anônimo disse...

Queria dizer a todos que agradeço profundamente as palavras e que bom que essas letrinhas alcançaram seus corações.

Ah, queria dizer a fã anônima que no meu coração imagino que sim, que Elizabete disse algo assim ao bardo e que por isso ele escreveu também comédias e mesmo o fato não ter sido históricamente registrado, não significa que não tenha viajado ao roteirista de Shakespeare Apaxonado através da egrégora do tempo, sussurado de ouvido a ouvido pelos espíritos da arte e da poesia.

Kizzy Ysatis

Uma fã disse...

...largo sorriso...essas lindas palavras que nada tem de letrinhas(modesto você, riso)...alcançaram minha alma naquele dia...

já vi quase todas as adaptações dos textos do "bardo" para o cinema, ou filmes que falam de sua vida(não sabia que ele era chamado assim)...
Meu sonho(desejo) é ver um dos seus romances adaptados para o cinema...
por enquanto tenho que me contentar com "O Lobisomem"...


abraços.

Eric, o Viking disse...

Já que todo mundo elogiou o texto, elogio eu a imagem escolhida para ilustrá-lo ^^

baci.