Estou de passagem neste mundo,

Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.

Eu sou o peregrino do tempo.


sábado, 22 de dezembro de 2012


NATAL
Quando criança: (mesmo com o presépio) é quando o Papai Noel vem trazer brinquedos.
Quando cresço um pouco: (me conscientizo) é o nascimento de Jesus, e também é quando a gente se arruma pra desfrutar aquela comidinha gostosa com a família e trocar presente.
Quando fico adulto: (e me conscientizo novamente) é quando a gente janta com a família e tenta não discutir, mas rola comidinha gostosa e troca de presentes. É quando o Papai Noel se torna uma mentira que sou obrigado a contar pras crianças, e o presépio se torna um adereço.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

7 coisas que aprendi como escritor



por Kizzy Ysatis
1. Durma bastante; o sono recompõe a memória e a imaginação. É daí que veem a substância dos sonhos.
2. Imagine primeiramente a história inteirinha na cabeça, anote só ideias aqui e ali, mas crie a história completa no livro da imaginação. Passe para a escrita física somente depois de trabalhá-la bastante na cabeça. É assim que os gênios fazem. É assim que sempre fiz.
3. Não se deixe enganar. Quer estudar escrita? Então faça oficina com quem tenha, no mínimo, quatro romances publicados e dois prêmios no currículo. Tem gente sem prática ou reconhecimento querendo dar curso por aí. Inscreva-se na minha Cozinha Literária. Se você for bom o bastante, terá seu romance publicado no final da oficina.
4. Viaje. Não precisa ser pro estrangeiro. Uma semana no interior e outra no litoral já te mostrarão algum contraste atmosférico, e nos hábitos do seu objeto de estudo. O ser humano é seu objeto de estudo.
5. Tenha a mente aberta; aprenda a experimentar. O achismo barato ou o estudo acadêmico não deixam a obra com aquele brilho das coisas que respiram  Falta o raio vivificante do Frankenstein. Vá além dos cinco sentidos. Viva a experiência! A que você puder, claro.
6. O escritor narra, não julga. Seja imparcial. Ponha as opiniões na boca dos personagens, as suas e as contrárias. Observe, mas não se intrometa. Não seja preconceituoso, também não seja panfletário e guarde sua religião pra você, ou acabará criando um vampiro-fada casto e moralista que as pessoas inteligentes odiarão.
7. Apure a sensibilidade para aprender a ser sutil quando seu texto pedir. Insinue! Não explique demais, o leitor não é burro.


Fui convidado pelo amigo escritor Bruno Cobbi.

O projeto é uma iniciativa conjunta* entre os blogs Escriba Encapuzado e Vida de Escritor, T.K. Pereira e Alexandre Lobão, que convidam escritores para compartilharem suas experiências com os colegas de profissão, destacando sete coisas que aprenderam até hoje.

Não interessa se você é iniciante ou veterano, se escreve poesias, contos, romances ou biografias, envie sua contribuição para esta série de artigos!"

* Projeto inspirado pela coluna “7 Things I’ve Learned So Far”, da revista Writer’s Digest.
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terça-feira, 22 de maio de 2012

FOTOS DO LANÇAMENTO

Na lua cheia do cinco de maio de 2012, o Espaço Terracota lotou de gente querida para o lançamento de O Mistério do Rio das Rosas Brancas. Segue algumas fotos tiradas por Verônica Partinski e José Ribeiro Rocha.






































quarta-feira, 25 de abril de 2012

venha para a festa de lançamento



Em 5 de maio de 2012, das 17h30 às 21h30, no Espaço Terracota, com som do DJ Dimitry Uziel, acontece o coquetel de lançamento do meu novo romance: O mistério do rio das rosas brancas. Compareça e traga os amigos!


Espaço Terracota
Av. Lins de Vasconcelos, 1886 - São Paulo/SP - Tel. (11) 2645-0549
Próximo à estação Vila Mariana do metrô

segunda-feira, 23 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

CONVITE
O MISTÉRIO DO RIO DAS ROSAS BRANCAS

Crianças se suicidando por serem caçoadas na escola; homossexuais caindo mortos todos os dias debaixo de pancadas. A religião atiça, incentiva a violência e ignora o fato de que os cristãos já foram perseguidos por Roma. Além disso, tem aquela usina. Ver todo um ecossistema ser assassinado em nome do progresso. Onde está a ordem nisso? Escrevi esse livro. É a minha resposta, meu protesto. Esse é meu grito. Conto com vocês, com seu apoio e presença. Vamos espalhar rosas brancas pelo mundo.

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convite feito por Paulo Paulauskas [valeu, preto]

terça-feira, 3 de abril de 2012


O bullying nosso de cada dia

Algumas pessoas passam despercebidas em nossas vidas, outras, porém, são encantadas. Brilham sem fazer força e estão cientes disso. Ítalo era um destes eleitos. O rapaz mirava além do horizonte e expandia o universo em que tocava. Estrelas não têm vergonha. Para Ítalo, não havia nada de errado em brilhar, pois se as estrelas fossem pudicas, quem enfeitaria a noite? Ítalo percebia que alguns colegas paravam involuntariamente só para vê-lo passar, admirados. Ele adorava isso, mas fingia que não ligava. Era o alimento que preenchia sua autoestima. Ítalo nunca achou graça em ser recatado. Adorava aparecer. Mas isso nem sempre agrada todo mundo.
— Aê, viadinho! — gritou Marcio.
Marcio e seus colegas, Xandão e Henrique, de longe já o viam e xingavam.
— Bichinha do caralho! — gritou Xandão.
Não tinha como Ítalo se esconder. “O bullying nosso de cada dia...”, disse ele aos botões. Então, em vez de se esconder, Ítalo irradiava ainda mais.

O MISTÉRIO DO RIO DAS ROSAS BRANCAS
Sessão de autógrafos dia 05/05/12
Espaço Terracota Editora Av. Lins de Vasconcelos, 1886
próx. metrô Vila Mariana
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