Estou de passagem neste mundo,
Mas deixo aqui o registro de minhas palavras.
Eu sou o peregrino do tempo.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Olívia Franchi para mim
Seu jeitinho tímido é cativante e conquistou a todos na Bienal, até o Lese Pierre, você estava tão vermelha e lacrimejante e suspirosa a ponto de eu pensar que fosse desabar no choro, aí eu não saberia o que fazer.
Desculpe pela demora da resposta. Espero continuar te inspirando e desejo que se torne uma grande escritora. Na perca o evento Prática de Escrita, terá a chance de aprender mais com gente que é referência para mim, como a Flávia Muniz, por exemplo, de quem muito lhe falei na Bienal.
Também gostei de vê-la na semana seguinte na Bienal junto das sempre animadas e adoráveis Lílian e da Marina, inclusive da sessão de desenhos e de nossa jornada pela Bienal. Um belo quarteto formamos. Sobre a visita ao museu da língua. Vamos ver, ando atarefadíssimo entre a nova escrita e os eventos de divulgação do Diário.
Enfim e sobre o que escreveu em seu segundo e-mail, coloquei abaixo um trecho que chamou-me atenção:
Foi bom rir com você hoje. É nessas horas que me surge a vontade de montar algo como um diário, para conservar dias incríveis no papel.
Adorei ouvir você falar sobre suas criações, livros, inspirações...
Aliás, lembro-me de quando falou sobre a “brincadeira” de Clube dos Imortais, que era fazer com que os leitores “acreditassem” no sobrenatural. De fato, confesso que, enquanto leio, sinto como se todo aquele mundo existisse de verdade. Magia que só acaba quando fecho o livro. E, folheando-o, encontrei uma frase de Luar que me chamou atenção: “Sou um vampiro! Para minha biologia não existe explicação científica. Sou uma coisa sobrenatural, uma vez explicada, deixarei de sê-la”. Não sei nem expressar o quão fantástica é esta frase! Esta foi a bordoada que me jogou de vez para dentro do livro...
Por essas e outras que insisto num escrever diferente. Não quero que meus leitores apenas gostem do que escrevo, mas que sintam uma sensação de preenchimento, deixar algo com que possam criar e quiçá sonhar, refletir. Isso faz da literatura uma arte para mim; assim como quando foi quando Li Os Sofrimentos do Jovem Werther (obra de Goethe). Ali vi que se podia contar uma história a deixar que as reflexões das personagens falassem mais a alma, alma essa que de tão fecunda, tornar-se-ia formadora de opinião.
Obrigado pelo desenho “Kizzy palitinho” que fez de mim. Amei!
Beijos
Kizzy
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Aos vinte anos, meu colega e vizinho, Felipe Forner, enforcou-se em seu quarto. Quarto geminado ao meu. Na hora eu não dormia, porque é comum eu não dormir na hora morta da noite. Angustiado, fumei um cigarro na sacada. Ele fez tudo em silêncio e cerraram-se em enigma seus motivos. Não deixou carta de despedida. Se não abriu-se vivo, não seria morto que faria. Levou consigo o fardo de seus mistérios no calar de seus olhos belos.
A seguir deixo uma homenagem na carta a um amigo:
A BRANDURA DOS OLHOS DE FORNER
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Meu caro Roberto Forner
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Há muito não nos falamos, mas guardo especial estima por você e nostalgia pelo tempo que dividimos risos e festas. Estas palavras estão lhe encontrando em hora de profunda tristeza e comoção. Quis muito ter ido ao seu encontro a dar um abraço, mas o abraço, ainda que ato belo e necessário remédio, não me seria o suficiente para expressar o pouco mais que queria, e esta carta foi o único modo que enxerguei para prestar meus sentimentos a você e sua família.
O Felipe, a quem eu chamava de Forner, nos deixa mais cedo. Havia doçura e cordialidade nele. Era quem eu encontrava ao sair e me recepcionava ao voltar. Nossos encontros e agradáveis diálogos, apesar de breves, não eram raros. Tinha por ele um inestimável carinho e respeito. Contudo havia nele o mistério. Mistério nos olhos serenos e claros; coisas que guardava para si e que não nos cabe engendrar. Somente o portador tem a medida exata do peso da própria cruz. A brandura dos olhos de Forner, eu supus ser herdada da mãe. Sua mãe é uma das pessoas mais educadas que conheço sem nunca ter tido conversa. No esbarrar cotidiano, sempre nos saudamos; e o sorriso de Clara, tal como o nome, reluz, e é tão sincero que me enterneço. Cuide dela com carinho, seu coração foi mutilado. Mãe é uma palavra tão curta, mas carrega o mundo inteiro.
O menino de olhos tristes nos deixa mais cedo. Parte sem dizer adeus. Uma marca fica: a marca da fatalidade. As lágrimas insistem, mas não amenizam a dor que a perda nos causa. Então vamos nos lembrar dos dias felizes sem remoer os tristes. E sorrir para ele com os corações cheios de amor, certos de que este amor lhe servirá de abundante luz nos caminhos de sua jornada, que embora longa não será infinita e os próprios anjos lhe servirão de guia. Não há mal que o amor não vença, nem erro que o errante não acerte, ainda que o erro seja invenção dos homens. Ele, Aquele Que Tudo Pode, não deixa ninguém para trás. Não permita que alguém diga o contrário. Você o amava, amará sempre e, acima de tudo, sabe que ele lhe amava também. Isso por hora basta. Conheci sua filha adorável. Nos olhos dela, vi todo o bálsamo de que precisa. Mantenha a fé e fique perto da família. É tudo que posso dizer.
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Respire aliviado e diga em seu coração, “Felipe eu te amo” então na alma ouvirá sua resposta:
“Eu sei”.
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Abraços,
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Kizzy
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
MAIS FOTOS E O PRIMEIRO VÍDEO DO LANÇAMENTO DO ROMANCE DIÁRIO DA SIBILA RUBRA, O RETORNO DAS BRUXAS
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A sessão de autógrafos ocorreu neste sábado, 16 de agosto, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no parque de exposições Anhembi e contou com a presença da família, amigos e muitos leitores. O evento começou às 14h e oficialmente terminou às 17h porque, extra-oficialmente, continuei autografando na sala interna do estande da editora para seder espaço a outro autor.
Com a amiga Karla Fialho ou simplesmente Sete-sete, mas então o celular do meu cunhado, Maurício Buíssa, que filmava, tocou assim de repente.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
A sessão de autógrafos ocorreu neste sábado, 16 de agosto, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no parque de exposições Anhembi e contou com a presença da família, amigos e muitos leitores. O evento começou às 14h e oficialmente terminou às 17h porque, extra-oficialmente, continuei autografando na sala interna do estande da editora para seder espaço a outro autor.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Quem quiser ver as fotos ampliadas, basta clicar nas imagens
domingo, 10 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008

Prezada Jack
Um amigo me disse que se não nos divertimos escrevendo, não escrevemos bem. Eu me diverti demais escrevendo o Clube.
Consegue imaginar um rapaz de sobretudo com uma caderneta, um lápis e um mapa na mão, caminhando pelo bairro da Liberdade de madrugada?
Acho que é fácil visualizar. O rapaz era eu, o mapa era a da São Paulo antiga e eu ali investigava o lugar exato onde teria ficado a Chácara dos Ingleses, local em que Álvares de Azevedo morou há mais de 150 anos.
Para mim foi uma noite emocionante como outras que tive nessas mesmas madrugadas, em tantos outros lugares para compor com realismo o cenário e o mote do Clube dos Imortais. Essas e outras coisas fizeram do Clube, um evento especial em minha vida.
Quando passeava, não era raro me sentir solitário; e empolgado com um novo achado, faltava-me um Dr. Watson com quem pudesse debater meus achados e teorias. Faltava-me com quem dividir as belezas noturnas que desfilavam no meu caminho.
Não sabia, mas meus leitores estavam ali comigo porque dividiriam a paisagem que meus olhos depois desenhariam com letras no papel quieto. Silenciosos no começo, hoje, vocês leitores e leitoras falam para mim desses lugares e das personagens que pululavam na imaginação desde homem vagabundo que aqui escreve. Assim é emocionante saber que não estava sozinho.
Sobre a dona Lygia, acho que recebi um chamado telepático. Aqui e ali ela aparecia na minha frente e sussurrava meu nome. Nosso encontro foi conseqüência dessa sucessão do acaso. Eu postei a foto dia 4 e dia 6 eu vi nas bancas ela na capa da Veja São Paulo (revista anexa que vêm grátis na Veja). Ela mal sabe quem sou, mal nos conhecemos. Mas nossas curtas conversas me iluminam porque, no âmbito das casualidades, suas palavras se casavam perfeitamente como exata resposta às dúvidas que me assombravam nos dias que antecedem aos raros encontros. Como um guru ela diz e cabe a mim encontrar o significado de suas palavras. É por isso que ela é tão importante para mim, à parte, claro, de sua iluminada literatura. A literatura daquela que é considerada (conforme lemos reafirmado essa semana na Veja) a maior escritora brasileira viva.
Parabéns a Carlos Graieb pela sensível matéria sobre a dona Lygia; e a Daniel Nunes, a quem tive a honra de conhecer ali na Academia, pela igual eloqüência das palavras com as quais nos aproxima da tão misteriosa e trancada sala dos imortais paulistanos. Reforçando as palavras do Dr. Renato Nalini sobre as intenções de vários integrantes de descerrar suas portas, ao menos, aos escritores da nova geração e entusiastas da literatura que, como esses nobres senhores, pretendem resguardar a memória e a integridade da nossa literatura.
Agradeço de coração a todos vocês especiais leitoras e leitores que me escrevem e divulgam meu trabalho.
Carinhosamente,
Kizzy Ysatis
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Deseje-me sorte. Eu que tive a honra histórica de sentar-me poucas vezes consigo na mesa restrita aos imortais, peço-lhe: deseje-me sorte. Eu, seu leitor fugidio, que consigo assim me embriaguei, não da amigável cerveja da qual me gabo termos compartilhado mas da sua grandeza, das suas memórias, dos seus ensinamentos. E eu assim pasmo e em silêncio, fui me escancarando em pueris sorrisos de ingênuo plebeu que só ouvia e ouvia, encantado ao ser bem recebido e apreciado com a nobre benevolência da rainha. Ah, Lygia Fagundes Telles, o que nos espera o amanhã? Além da morte, cuja marca sabe-se em si notória e não nos engana nem amedronta; e do esquecimento, cujo odor também não tememos, mas sim a poeira que assola o saber da nação que ameaça soçobrar em mar inculto.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008

NOVO LIVRO DE KIZZY YSATIS
DIÁRIO DA SIBILA RUBRA – O Retorno das Bruxas, é a história de uma antiga ordem de bruxas profetisas que chegaram ao Brasil com os imigrantes da Ilha da Madeira e que povoaram a Ilha de Santa Catarina, famosa pela alcunha de Ilha das Bruxas. O romance é narrado por Elaine, uma jovem sibila. O livro não é uma continuação de Clube dos Imortais, mas um derivado. Em destaque descobrimos como ocorreu o primeiro encontro de Elaine com o sádico e charmoso vampiro Luar e, consecutivamente, o encontro de Luar com o Fausto, o lobisomem adolescente que trabalha como guardião do vampiro. Assim, os três protagonistas formam um machadiano triangulo amoroso que pode não terminar bem. Recheado de reviravoltas e surpresas, o clima é de ação crescente; com atenção voltada para a trama fragmentada e na construção das personagens. O livro também reflete sobre a violência feminina (tema real) e os sacrifícios feitos em nome do amor (sem pieguice). Enriquecido com poesias e dados históricos, o livro ensina ao mesmo tempo em que entretém.
DIÁRIO DA SIBILA RUBRA tem 265 páginas, formato 16x23 e é mais um lançamento da NOVO SÉCULO EDITORA.
LANÇAMENTO:
SÁBADO, 16 DE AGOSTO ÀS 14h
20ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO 2008
NO ESTANDE DA NOVO SÉCULO EDITORA (avenida 5 com rua F)
PARQUE DE EXPOSIÇÕES ANHEMBI
Av. Olavo Fontoura 1.209 – Ônibus gratuito na estação Tietê do metrô
EVENTO IMPERDÍVEL!